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Por que o Brasil precisa aprender a confiar na inovação colaborativa

Pesquisa aponta três formas de desenvolver mentalidades e capacidades colaborativas

Visão Geral

Enquanto líderes mundiais em inovação colaboram cada vez mais para superar fronteiras entre países, indústrias e empresas, as companhias brasileiras veem esta oportunidade com relutância. Superar essa resistência é importante: o Brasil hoje encontra-se em posição baixa nos principais índices globais de inovação. Para alcançar esses benchmarks e destacar-se, é necessário estabelecer novos níveis de confiança e resolver questões a respeito de colaboração e eficîencia; desenvolver novas competências - como a de identificar possíveis parceiros - e, ao mesmo tempo, tornar-se atrativo para estabelecer tais conexões. 

Confira o estudo na íntegra [PDF, 5.36 MB]

Cenário Brasileiro

A economia brasileira é grande, a nona maior do mundo em termos de PIB. É muito menor, contudo, no quesito inovação. Por exemplo, segundo um benchmark, o Global Innovation Index (Índice Global de Inovação), o Brasil ficou em 61º lugar em 2014. A colocação do país é ainda pior (71º) no Innovation Efficiency Ratio (Índice de Eficiência em Inovação), que mede a eficácia de um país para transformar inputs de inovação em resultados de inovação.

O Brasil precisa melhorar rapidamente essas cifras. As relações colaborativas constituem uma solução promissora. As inovações que estão plasmando os mercados de hoje, e criando os de amanhã, são cada vez mais fruto de parcerias, alianças e outras conexões colaborativas que superam fronteiras entre empresas e países.

A Procter & Gamble, um dos primeiros e mais destacados proponentes corporativos desta abordagem “aberta”, ressaltou os benefícios de seu programa “Conectar + Desenvolver” em artigo publicado na Harvard Business Review em 2006. Os autores revelaram que a empresa obtivera um aumento de 60% na produtividade da sua P&D e mais do que duplicara sua taxa de sucesso em inovação depois de adotar a inovação colaborativa.

Outras empresas também abraçaram este enfoque, que lhes dá acesso a mais ideias, oriundas de mais lugares, e a mais alta velocidade – fatores críticos no panorama atual de inovação de ruptura.

Resultados

Estudo recente feito com 2.002 pessoas de 143 cidades brasileiras pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 62% dos brasileiros não têm nenhuma ou quase nenhuma confiança na maioria das pessoas. E 82% acreditam que a maioria procura tirar vantagem dos outros.

Na verdade, a comparação internacional dos níveis de confiança interpessoal em 59 países coloca o Brasil em 54º lugar. É difícil interpretar essas cifras como algo menos do que preocupante no que diz respeito a um futuro com maior colaboração nos negócios. Em conversa conosco, André Saito, diretor do Centro de Open Innovation - Brasil, resumiu essa situação: “A falta de confiança é um problema muito grave no Brasil. As pessoas estão sempre receosas de os outros passarem a perna nelas. Contudo, a colaboração requer uma relação de confiança. Isto precisa ser construído.”

Instituto de Alta Performance

O Instituto Accenture de Alta Performance desenvolve e publica estudos e insights sobre questões críticas de gestão e tendências econômicas globais. Em parceria com os líderes de negócios da Accenture, nosso time demonstra como as empresas atingem e permanecem com um alto desempenho por meio de análises e pesquisas originais. 

Recomendações

Como as empresas brasileiras podem lidar com o déficit de confiança do país e aumentar sua capacidade de praticar inovação colaborativa? Sugerimos providências específicas que as empresas podem tomar para aumentar a confiança entre possíveis parceiros. Também formulamos as perguntas-chave que os líderes devem fazer a si mesmos e identificamos as competências essenciais necessárias à inovação colaborativa.

Atacar o problema da confiança

É preciso de confiança para trabalhar junto, mas é preciso trabalhar junto para construir confiança. A questão para as empresas é como superar este dilema.

• Comece gradualmente, e esteja preparado para que leve algum tempo
• Aborde a colaboração em etapas
• Discuta interesses subjacentes em vez de negociar posições