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Fjord Trends 2022: o novo tecido da vida

1. VENHA DO JEITO QUE VOCÊ É

O que está acontecendo

Uma era de crescimento pós-traumático está começando, manifestando-se em relações mais profundas, abertas e com um maior senso de força pessoal e espiritualidade, além de uma valorização mais profunda da vida.

As pessoas se perguntam quem são e o que importa para elas, e estão encontrando uma nova confiança para se mostrarem como são de verdade. Também há uma maior humanização da força de trabalho; as vidas profissionais e privadas estão cada vez mais mescladas, e admitir não estar bem não é mais um sinal de fraqueza.

Tudo isso faz parte de uma tendência ao individualismo e à independência. As pessoas estão tendo maior protagonismo sobre como e onde investem seu tempo e sua atenção. Em meados de 2021, as economias globais estavam reabrindo e a procura por trabalhadores era grande. A Grande Renúncia viu pessoas saírem de seus empregos motivadas por novas prioridades que surgiram durante os períodos de confinamento na pandemia.)。1
Complementar a principal fonte de renda ficou mais fácil graças às plataformas de tecnologia com canais e ferramentas para transformar hobbies em negócios. Nos Estados Unidos, as pessoas ganham em média US$ 10.972 por ano com atividades paralelas como ensinar, escrever blogs/newsletters, alugar suas casas e programar, entre outras.2

Essa mudança nas oportunidades e atitudes em relação ao trabalho tem um impacto direto nos empregos tradicionais. Muitas empresas, lutando com os efeitos de ter uma força de trabalho fisicamente distante há tanto tempo, estão preocupadas com a dinâmica da equipe, a inovação eficaz e com o trabalho colaborativo. A tensão aumentou, pois as preferências dos talentos não necessariamente coincidem com o que é melhor para as empresas.

O aumento do individualismo, marcado por uma mentalidade do tipo "eu acima de nós", está dificultando a empatia entre colegas nas empresas e mudando as aspirações dos clientes, o que traz novos desafios e oportunidades tanto para empregadores quanto para marcas.3
O aumento do individualismo, marcado por uma mentalidade do tipo "eu acima de nós", traz novos desafios e oportunidades tanto para empregadores quanto para marcas.

O que vem por aí

NOSSA SUGESTÃO

Pense

Reflita sobre o aumento do protagonismo e da mentalidade “eu acima de nós” e as implicações para sua organização - como você atrairá e reterá talentos e clientes neste novo contexto?
Diga

Verbalize claramente o valor dos grupos, comunidades e equipes, e como o aumento do protagonismo e a necessidade do coletivo podem coexistir para o bem da sua organização.
Faça

Seja criativo sobre a forma como a proposta de valor da sua empresa pode evoluir para se adaptar a pessoas com diversas fontes de renda. Encare quaisquer pontos fracos para garantir que seus talentos não peçam demissão.

2. O FIM DA MENTALIDADE DA ABUNDÂNCIA?

O que está acontecendon

No último ano, muitos de nós testemunhamos e sentimos como é encarar prateleiras vazias, contas de energia aumentando e escassez nos serviços cotidianos. Isto é um choque para alguns de nós que conseguíamos ter o que quiséssemos sem muito esforço. Nós temos a sorte de aproveitar a "mentalidade da abundância".

A crise na cadeia de suprimentos, que começou com o impacto do confinamento na indústria, continuou com bloqueio do Canal de Suez pelo navio porta-contêiner Ever Given4, e foi agravada pela escassez de caminhões e motoristas, paralisando o fluxo de tráfego em um dos portos mais movimentados do mundo5 Uma grande variedade de materiais, peças e mercadorias ficou em falta, desde café até chips semicondutores.

Em muitos países, esses problemas frearam a mentalidade da abundância. De uma hora para outra, a escassez se tornou constante da vida das pessoas.
As mudanças climáticas têm sido outro catalisador chave. Na esteira dos desastres naturais, desde inundações fora de época até incêndios florestais, as pessoas começam a entender o impacto que seus hábitos de consumo têm sobre o planeta.

Os eventos do último ano também deixaram claro o quão interligada e interdependente é nossa infraestrutura comercial. Por exemplo, quando o aumento global nos preços do gás forçou o maior fabricante de fertilizantes do Reino Unido a suspender a produção, um impacto não previsto foi uma forte queda no fornecimento de um dos seus subprodutos - o CO2 industrial - que, por sua vez, ameaçou a oferta de alimentos embalados em plástico, como a carne fresca.6

Embora a escassez na cadeia de suprimentos possa ser um desafio temporário, o impacto deve persistir e abrir a porta para uma mudança em nossa "mentalidade da abundância", particularmente em relação ao meio ambiente. A escassez de mercadorias pode afetar os clientes, e as marcas devem gerenciar as expectativas em torno da conveniência e sustentabilidade.
Ao desenhar visando o equilíbrio entre acessibilidade econômica e sustentabilidade, as organizações precisam desassociar a inovação da noção de "novo".

O que vem por aí

NOSSA SUGESTÃO

Pense

Reflita sobre o que essa disrupção na cadeia de suprimentos significa para seus negócios e seus clientes. Será que é possível criar novos modelos de negócios prolongando a vida útil dos produtos?
Diga

Deixe claro para as suas equipes de inovação e de desenvolvimento de produtos que inovação não necessariamente significa novidade. Trabalhar com restrições muitas vezes leva às soluções mais criativas.
Faça

Defina sua rota de sustentabilidade para que sua empresa e clientes se tornem "net neutral" - e, consequentemente, "nature positive".

3. A PRÓXIMA FRONTEIRA

O que está acontecendo

A febre do metaverso está se espalhando pelo mundo, trazendo promessas, empolgação e perguntas ainda sem respostas.

The metaverse is a new convergence of physical and digital worlds, an evolution of the internet that enables people to move beyond “browsing” to “inhabiting” in a shared experience—enhanced by advancements in 3D, Augmented Reality (AR) and Virtual Reality (VR). It’s a place where people can meet and where digital assets—land, buildings, products, and avatars—can be created, bought and sold. This new system of place will shift our digital behavior and has the makings of a new cultural epoch. Brands will need to understand how/if their customers will exist in this new world.

Para alguns, o metaverso está indo além das suas raízes nos games e se tornando um novo lugar para ganhar dinheiro. A economia dos criadores está crescendo para englobar o emprego futuro no metaverso: os criadores gerarão os ativos; os performers criarão conteúdo em tempo real; os intermediários conectarão o mundo físico ao mundo digital; os participantes aprenderão e aperfeiçoarão; os construtores projetarão experiências; a comunidade ajudará e se engajará.8 Os modelos "jogar para faturar", "criar para faturar" e "aprender para faturar" estão transformando atividades divertidas em trabalho.

Criadores e artistas estão cunhando ativos digitais como fotografias, vídeos, música e arte em tokens não-fungíveis (NFTs). Um NFT autentica a propriedade de um ativo digital por uma determinada pessoa, o que significa que o registro de propriedade não pode ser copiado. Isso gera escassez e aumenta o desejo por itens digitais, algo nunca antes visto.

Observamos também que as pessoas estão em busca de uma experiência multi-player para atividades não ligadas aos jogos, como assistir a filmes. Por exemplo, a Netflix criou um recurso para as pessoas assistirem conteúdos juntas, mesmo estando separadas.9

O metaverso tem menos a ver com ficar imerso num mundo fantástico de unicórnios e dragões e mais com ultrapassar os limites físicos para passar tempo num espaço virtual que é uma versão, ou uma extensão, da vida real.

O metaverso tem menos a ver com ficar imerso num mundo fantástico de unicórnios e dragões e mais com ultrapassar os limites físicos para passar tempo num espaço virtual que é uma versão, ou uma extensão, da vida real.

À medida que as marcas capitalizam as oportunidades no metaverso, incentivamos o debate aberto em torno da ética relacionada às pessoas e o que fazem lá.

O que vem por aí

NOSSA SUGESTÃO

Pense

Imagine seu produto no metaverso - como ele é visto, como é comprado, para onde vai, como é usado pelos seus clientes no metaverso. O ciclo de vida do seu produto, marca e experiências requer uma mudança completa de mentalidade. O metaverso é um lugar e não apenas mais um canal.
Diga

Pergunte às pessoas (especialmente aos jovens) sobre os games que estão jogando e as roupas que compram para seus avatares. Converse sobre as experiências que eles têm com seus amigos online para entender melhor o potencial do metaverso.
Faça

Aborde o metaverso com curiosidade e de ludicidade, mas sempre com integridade, ética, cuidado e respeito ao meio ambiente.

4. ISSO É VERDADEIRO

O que está acontecendo

As marcas provavelmente competirão cada vez mais entre si nas camadas de informação - se uma marca decidir não incluí-las, uma rival poderá fazê-lo.

O que vem por aí

NOSSA SUGESTÃO

Pense

Pesquise os tipos de perguntas que os clientes fazem sobre o seu setor, dentro e fora dele. Além dos seus canais de venda, aonde as pessoas vão para obter informações, e como você pode criar camadas de informação que façam com que elas não tenham que ir até lá.
Diga

Diga para seus clientes que você quer garantir que eles se sintam confiantes ao comprar de você, dando-lhes mais transparência e informações no ponto de venda.
Faça

Desenhe novas camadas de informação para conquistar a confiança dos seus clientes e comunidades e prove seu compromisso em responder as perguntas, de maneiras que possam ser facilmente encontradas tanto dentro quanto fora do canal de vendas. Use dados para entender o máximo que puder sobre as camadas que cada cliente está procurando.

5. MANUSEIE COM CUIDADO

O que está acontecendo

Cuidar dos clientes de forma visível gera confiança. Significa estar alinhado aos momentos que importam, criar novos serviços e explorar a tecnologia.

O que vem por aí

NOSSA SUGESTÃO

Pense

Trate o cuidado tanto de maneira formal como informal. Reconheça que cuidar é um trabalho importante e emocionalmente desgastante. Pense em como você pode desenvolver produtos e serviços em torno das necessidades das pessoas.
Diga

Comunique claramente que o cuidado não é transacional. Defina o que o cuidado significa para sua organização e use-o como uma diretriz em seu design e em sua comunicação.
Faça

Exclua da sua organização aquilo que mais frustra seus talentos e clientes. Busque maneiras de minimizar o ruído (como comunicações, processos internos, produtos/serviços externos), para dar às pessoas mais tempo e espaço para as coisas que importam.

AUTHORS

Mark Curtis

Head of Innovation and Thought Leadership – Accenture Interactive

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