Panorama

Inovação não é impulsionada apenas por tecnologia e dispositivos. Também é produto da criatividade das pessoas em circunstâncias desafiadoras. Há uma necessidade urgente para que as organizações repensem suas abordagens de inovação ao oferecerem ferramentas em vez de ditar soluções, e ao capacitarem as pessoas para serem mais criativas em seu modo de viver.

Assista a Mark Curtis discutindo a inovação do “faça você mesmo”.

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No Reino Unido, foram criadas 50% a mais de empresas em junho de 2020 comparado ao mesmo período de 2019.

O que está acontecendo?

Os chamados "life hacks" têm sido parte da cultura popular por um longo tempo, mas 2020 amplificou este comportamento. Alternativas criativas surgiram em todos os lares. Vimos pessoas reformando suas casas e mudando objetos domésticos para se adequarem às novas necessidades.

Empreendedorismo também está em alta, com pessoas aproveitando as oportunidades que surgiram na pandemia em novas carreiras – como um ciclista que abriu as oficinas Backyard Bicycles para sofisticar bicicletas ou uma ex-publicitária de clínicas de emagrecimento que lançou sua própria plataforma de exercícios online.

Plataformas estão se reposicionando com novos propósitos para atender a demandas urgentes. Com a suspensão dos shows ao vivo, Fortnite e Travis Scott se juntaram para fazer uma performance in-game4 para uma audiência de mais de 12 milhões de pessoas. Plataformas também estão virando ferramentas para as pessoas monetizarem sua criatividade.

Artistas estão explorando muitas oportunidades no TikTok, com alguns alcançando sucesso imediato após suas músicas e desafios viralizarem. Um ponto fascinante é que médicos e enfermeiros também estão usando a plataforma para alcançarem audiências mais amplas.

Estas plataformas oferecem algo muito valioso para microempresários: uma forma fácil de criar conteúdo e atingir um grande volume de potenciais consumidores.

O que vem a seguir?

Organizações devem encontrar um meio de participar da revolução DIY (sigla para “faça você mesmo” em inglês). Elas precisam entender como as linhas entre inovação e criação e entre criador e consumidor se misturaram. Na área do design, há muito falamos sobre as virtudes da cocriação entre pessoas para alcançar os melhores produtos e serviços possíveis. Mas, agora, as organizações deverão começar a pensar na cocriação como um produto – desenhando ferramentas e plataformas que permitam às pessoas criarem para elas mesmas.

Equipes criativas devem adotar uma abordagem de ecossistema para projetar e construir plataformas sobre as quais terceiros possam construir outros produtos e serviços. Plataformas de vários tipos já existem – do Shopify, que oferece às pequenas e médias empresas uma forma de vender para consumidores, à plataforma de social gaming Roblox, que permite a jogadores desenharem, comprarem e venderem itens digitais da moda.

Inovação corporativa não se resume apenas a ideias. Você também precisa de energia, coragem, alinhamento e liderança para avançar, às vezes repetindo e insistindo por um longo período antes de produzir invenções. Uma abordagem antiga de inovação seria perguntar: o que virá depois do smartphone? Agora, toda organização deverá se fazer uma nova pergunta no processo de inovação: o que mais as pessoas poderiam fazer com isto?

A partir de agora, toda organização deve incluir uma nova pergunta ao seu processo de inovação: que outras coisas as pessoas podem fazer com isto?

Mark Curtis

Managing Director – Interactive, Head of Innovation and Thought Leadership


Martha Cotton

Managing Director – Interactive, Fjord Co-Lead, Global​

Fjord sugere

Pense

Mude o foco de consumidores para cocriadores. Considere seus produtos e serviços como “inacabados” – pergunte-se quais elementos de sua experiência poderiam ser cocriados como um produto, e se ele poderia aumentar a circularidade de seu modelo de negócio?

Diga

Inovação é um jogo demorado. Nos comprometemos com ele. Crie hábitos e rituais de inovação que irão se tornar enraizados rapidamente. Resistência importa para a inovação.

Faça

Crie uma plataforma e deixe seus consumidores usarem seus dados para permitir-lhes jogar e criar – com seus produtos e serviços mas também com outros. Os dados que você vai, então, poder gerar tornam-se muito valiosos.

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