Panorama

No ano passado, o mundo experimentou um deslocamento coletivo. Como (e onde) fazemos muitas coisas mudou, nos levando a nos sentir desconectados dos confortos que tínhamos, grandes e pequenos. Enquanto continuam os esforços para eliminar a Covid-19, as organizações deveriam encontrar novas formas de se comunicar com as pessoas e entregar experiências de marca à distância, num contexto social e espacial diferente.

No momento em que milhões de pessoas pelo mundo começam a trabalhar de casa durante o lockdown, espaços antes íntimos e pessoais ganham uma nova função profissional.

O que está acontecendo?

Como é o deslocamento coletivo? Pense no trabalho a partir de casa em vez de no escritório; compras online em vez de na loja favorita; fazer streaming de uma aula de ioga em vez de se dirigir ao seu estúdio local; e observar suas crianças enquanto elas assistem às aulas online em vez de numa sala na escola.

A pandemia alterou o modo e os locais onde trabalhamos, aprendemos, compramos e nos entretemos - e até onde vivemos. Separamos este deslocamento coletivo em três categorias: lugar, atividade e comunidade. Deslocamento de lugar inclui a migração do trabalho no escritório para o home office, assim como a mudança para um novo lar (não importa se você está trabalhando ali ou não).

Realocação foi um tema global comum em 2020, com pessoas se mudando de cidades densamente povoadas como Paris1 e Manila2 para locais com menos concentração populacional no interior. Emergindo simultaneamente com o deslocamento de lugar, o deslocamento de atividade resume-se à mudança do jeito como as pessoas fazem as coisas.

Quase que de um dia para o outro, aulas escolares, consultas médicas e até casamentos passaram a ser online. E por último, o deslocamento de comunidade mudou o tipo de evento social com as pessoas à nossa volta. Encontros como shows e eventos esportivos foram substituídos por atos solo ou por pequenas reuniões caseiras ou virtuais.

O deslocamento coletivo teve um impacto monumental no comportamento das pessoas, e muitas empresas precisam agora encarar o fato de que os consumidores que elas conheciam tão bem mudaram.

O que vem a seguir?

Serão necessárias novas soluções para as empresas entregarem experiências longe de seus espaços físicos onde antes consumidores e marcas interagiam. E com uma mentalidade inovadora, é possível fazer isso de maneira segura. Um bom exemplo é o shopping virtual lançado pelo luxuoso centro de arte K11, em Shangai, que permite fazer um tour pelas 46 lojas diferentes e comprar – tudo via WeChat.3

À medida que as empresas exploram novas experiências, surgem desafios imediatos a considerar. Primeiro, as marcas precisam entender como a absorção de informação mudou. Aquelas que confiavam na exposição decorrente de padrões de comportamento estabelecidos há tempos – por exemplo, pessoas viajando fisicamente de um lugar pra outro – precisam buscar formas de ganhar mais visibilidade.

Em segundo lugar, as marcas precisam olhar para o fato de que o ato de fazer compras foi pulverizado em muitos micromomentos ao longo do dia e em vários dispositivos. As mídias sociais serão o condutor para muitos desses momentos e deverão influenciar as pessoas a comprar.

Terceiro, elas precisam replicar ou substituir o toque físico pelo digital. Em alguns casos, investir em reprodução detalhada ajudará a dar às pessoas o que elas necessitam para tomar a decisão.

E por último, as marcas devem encontrar maneiras de entregar satisfação por meio de abordagens imersivas. Recriar experiências out-of-home dentro de casa com novos dispositivos, por exemplo, permite às marcas trazer um pouco de magia para a plataforma de ecommerce comum.

Deslocamento coletivo mudou drasticamente o comportamento das pessoas. Muitas empresas precisam agora lidar com o fato de que os consumidores como eles conheciam mudaram drasticamente.

Mark Curtis

Managing Director – Interactive, Head of Innovation and Thought Leadership


Martha Cotton

Managing Director – Interactive, Fjord Co-Lead, Global​

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