Panorama

Quando gastamos incontáveis horas diante de telas para interagir com o mundo, notamos uma certa mesmice causada pelo design padronizado no formato digital. Muitos de nós estão enfrentando uma fadiga das telas. As companhias precisam reconsiderar design, conteúdo, audiência e a interação entre elas para introduzir maior empolgação, alegria e o elemento surpresa nas experiências vividas nas telas.

Interaction. Wanderlust.

Assista a Mark Curtis explicando a Interação Entusiasmante

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Enquanto a importância das telas em casa disparou, nossa disposição de usar telas compartilhadas em espaços públicos despencou.

O que está acontecendo?

Enquanto por um lado a importância das telas aumentou muito em nosos lares, nossa vontade de usar telas compartilhadas em espaços públicos despencou. Até a chegada da vacina, o toque como forma de interação tornou-se problemático e várias empresas aceleram seus esforços para desenvolver alternativas. Mesmo antes da pandemia, as interações por proximidade já vinham tendo pouco contato e máquinas já escaneavam automaticamente informações de itens colocados próximo a elas.

Com a queda nos custos e a melhora na qualidade de câmeras e de ferramentas de edição, produtores de conteúdo profissionais e amadores começaram a se envolver e a influenciar uns aos outros, criando novos padrões estéticos. Mas os kits de interface do usuário (UI), a padronização de linguagens de design e os sistemas robóticos de design significam que o design UI está se tornando monótono rapidamente.

Essa carência de inovação faz com que cada minuto gasto em uma tela seja um desafio. A fadiga das telas é o resultado de uma falta de sinais não verbais e de uma confiança exagerada sobre informação verbal que aumenta nossa carga cognitiva e que torna os encontros online mais cansativos do que os realizados pessoalmente. Em resposta a isso, algumas companhias de design reinventaram interações no Zoom numa tentativa de identificar soluções para melhorar. As pessoas querem ser desafiadas e inspiradas pelo que veem nas suas telas, e as marcas podem se antecipar para atender a esta demanda.

O rapper de Finish, JVG, fez uma apresentação online para 150 mil pessoas que puderam interagir em tempo real com emojis e reações.

O que vem a seguir?

Marcas que se libertam de normas ultrapassadas e de padrões de design restritivos podem alcançar diferenciação. Com o conteúdo correto nas telas desenvolvido por meio de excelente design, a audiência pode achar a experiência virtual tão estimulante quanto a do mundo real.

Há um elevado grau de experimentação em torno de plataformas de jogos, sociais e ambientes de realidade mista. Vimos um aumento de 47% no uso da Discord 5, uma plataforma para clubes, jogadores, artistas e grupos de amigos se reunirem. Usuários com interesses comuns também podem participar de festas musicais com o plug-in do Spotify, o live-streaming de conteúdo de vídeo do Twitch e do YouTube ou simplesmente se conectar em grupo. Performances ao vivo, ações de socialização e plataformas continuarão a se formar, e as plataformas existentes estão se ajustando. O Spotify recentemente adicionou eventos musicais virtuais ao seu app, de forma que pessoas possam assistir a artistas “ao vivo” via livestream. As companhias também podem inovar por meio do redesenho do engajamento da audiência a fim de atraírem público de maneira mais eficaz para uma experiência – como espectadores ou participantes ativos, como criadores ou cocriadores.

Será essencial para as marcas otimizarem estas tendências com responsabilidade. Os dados gerados pelo aumento do volume de tempo que passamos online terá que ser meticulosamente gerenciado. Além disso, haverá oportunidades para as marcas nas quais as pessoas confiam, de fazerem algo relevante com essas informações.

Em um momento em que as pessoas estão ávidas por conteúdos criativos e novas interações, marcas que se libertarem de normas antigas e formatos restritivos de design vão conseguir alcançar a diferenciação.

Mark Curtis

Managing Director – Interactive, Head of Innovation and Thought Leadership


Martha Cotton

Managing Director – Interactive, Fjord Co-Lead, Global​

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Repare na tensão entre saúde e a constante imersão digital. Encontre o equilíbrio – para consumidores e funcionários – entre ser o mais imersivo possível e oferecer uma ampla variedade de estímulos.

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