Temos acompanhado uma mudança de paradigmas em relação à diversidade no mercado de trabalho. Viver a diversidade no dia a dia hoje é fator essencial para a cultura de qualquer empresa, afinal, um ambiente de trabalho só é produtivo e agradável se todos os funcionários puderem exercer sua função sem se preocupar com o que ou como são.

A sigla PCD significa Pessoa Com Deficiência, e é o termo adequado para nos referirmos a esse público. O termo “portador de deficiência”, usado durante muito tempo, já não é mais o ideal. Uma pessoa com deficiência – seja congênita (de nascimento) ou adquirida – é uma pessoa que por conta de sua condição exige alguma adaptação ou tem algum tipo de limitação acarretada pela deficiência.

Então, vamos lá!

Por onde começo?

O Brasil possui a lei de cotas de PCDs, que garante uma porcentagem de posições dedicadas a pessoas com deficiência nas empresas. Por isso um bom começo (e passo inevitável) é solicitar seu laudo de pessoa com deficiência, incluindo o CID – Classificação Internacional de Doenças. Toda empresa vai solicitar esse laudo caso você seja contratado. Por isso, nada melhor do que já tê-lo em mãos. Quem pode te apoiar neste tema é o médico que te acompanha.

E por que o laudo é importante?

Porque ele designa a sua deficiência e ajustes necessários, caso a empresa precise te amparar. É a partir dele que o profissional é incluído na cota da lei. Sem este laudo, o profissional não entra na lei de cota e deixa de ser um benefício para ambas as partes.

Depois que você tiver com o laudo em mãos é hora de procurar emprego! Mas onde?

Se você faz parte de alguma instituição de apoio a pessoas com deficiência, este pode ser um bom caminho. Estas instituições geralmente têm relacionamento com empresas interessadas em contratar profissionais com deficiência e podem te amparar nesta busca, ou ao menos te orientar por onde começar.

Você pode também fazer a sua busca. Hoje em dia a fonte de divulgação de vagas mais eficiente sem dúvidas é a internet. Nas páginas de empresas, sites de empregos e no LinkedIn você terá mais chances de encontrar posições.

Não tenho nenhuma especialização. E agora?

Sabemos que a educação formal nem sempre é inclusiva e pessoas com deficiência geralmente têm a conclusão do ensino formal com algum atraso, em comparação a pessoas sem deficiência. A família também pode, em alguns casos, ser uma barreira nesse quesito, seja por medo, proteção, ineficiência da educação oferecida. Por esses motivos, às vezes atrasam a conclusão da educação básica das pessoas com deficiência.

A boa notícia é que o conhecimento está muito mais democratizado atualmente! Hoje, assim como as empresas, as instituições de ensino estão cada vez mais interessadas em receber pessoas com deficiência, o ensino está mais inclusivo.

Inclusive, a Educação à Distância apoia a inclusão educacional de muitos casos de deficiência, já que por meio dela o aluno não precisa se preocupar com questões de acessibilidade física. Já existem até diversos softwares de leitura para deficientes visuais, por exemplo.

Além da educação formal, diversas ONGs promovem a formação para profissionais de entrada. É o caso, por exemplo, da Rede Cidadã e da Ser Mais, ONGs parceiras da Accenture que provê o programa Start. Clique aqui para ler mais sobre o Start.

Fui chamado para um processo seletivo!

Conseguiu uma entrevista? Então agora é hora de praticar:

  • Não tenha medo de compartilhar que você é PCD. O que já foi motivo de muito julgamento, hoje é um diferencial. De modo geral, todas as vagas são abertas à candidatura de pessoas com deficiência.
  • Na hora da entrevista, se for preciso alguma adaptação, comunique ao entrevistador e ajude-o a encontrar o melhor caminho para os dois. Nem todos os entrevistadores estão totalmente preparados e você pode ajudá-los ao explicar quais são as suas necessidades.
  • Se você tem experiência, destaque algumas das suas conquistas, seu estilo de trabalho, seus objetivos. Se não for o caso, conte um pouco sobre você, suas expectativas e habilidades. Lembre-se: experiência é importante, mas o perfil comportamental é ainda mais significativo.
  • Por fim, seja gentil, agradeça a oportunidade, e deixe o canal aberto. Pode ser que a aprovação não venha logo na primeira conversa, mas a primeira impressão é essencial. Se você deixar uma impressão positiva, o recrutador ou o gestor se lembrarão do seu perfil para outras oportunidades.

Agora que você já está preparado, boa sorte na sua jornada!

 

Débora Canelas é psicóloga, possui MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e Especialização em andamento em Neuropsicologia em Terapia ABA para Autismo e Deficiência Intelectual. Com 15 anos de experiência generalista em Recursos Humanos, ela tem passagem por indústrias, consultorias e saúde mental. Na Accenture, ela é Analista Sênior focada nas pautas de diversidade e inclusão, especialmente para profissionais PCDs. Conecte-se via Linkedin.

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