Visão geral

A inovação não é apenas impulsionada por tecnologia e dispositivos; é também um produto da criatividade das pessoas em circunstâncias desafiantes. Há uma necessidade premente para que as organizações repensem as suas abordagens à inovação ao oferecerem ferramentas ao invés de prescrever soluções e potenciar a criatividade na forma como as pessoas vivem.

No Reino Unido, foram criadas mais 50% empresas em junho de 2020, que no mesmo mês do ano anterior.

O que está a acontecer?

Os chamados "life hacks" já fazem parte da cultura popular há muito tempo, mas 2020 aumentou este comportamento. Soluções criativas alternativas surgiram em todas as casas. Vimos as pessoas reajustarem os seus espaços e a modificar objetos domésticos em resposta às suas necessidades de mudança.

O empreendedorismo também está em crescimento, com pessoas a transformarem as suas soluções alternativas em carreiras, como um ciclista que montou as lojas pop-up Backyard Bicycles para arranjar as bicicletas ou uma ex-publicitária que lançou a sua própria plataforma de fitness online.

As plataformas estão a ser reaproveitadas para resolver problemas urgentes. Com espetáculos ao vivo suspensos, Fortnite e Travis Scott fizeram uma parceria para organizar uma performance no jogo 4 para uma audiência de mais de 12 milhões. As plataformas também estão rapidamente a tornar-se locais onde as pessoas lucram com a sua criatividade.

Os artistas estão a aproveitar ao máximo as oportunidades no TikTok, com alguns a terem sucesso repentino após as suas músicas e desafios se tornarem virais. Uma reviravolta fascinante, contudo, também os profissionais de saúde estão a usar a plataforma para alcançarem públicos mais diversificados.

Essas plataformas oferecem algo fundamental para pessoas com pequenos negócios: uma forma fácil de criar conteúdo e alcançar potenciais clientes em escala.

O que vem a seguir?

As organizações devem encontrar uma forma de se juntarem à revolução DIY. Devem reconhecer como as fronteiras entre inovação e criação, e entre criador e cliente, se confundem. Na indústria do design, há muito tempo evangelizamos sobre as virtudes de co-criar com as pessoas para obter os melhores produtos e serviços possíveis. Mas agora, as organizações devem começar a pensar na co-criação como um produto - desenhando ferramentas e plataformas que permitam às pessoas criem para si mesmas.

As equipas criativas devem adotar uma abordagem de ecossistema para desenhar e construir plataformas nas quais terceiros possam construir outros produtos e serviços. Existem plataformas de diversos formatos - desde o Shopify, que oferece às pequenas e médias empresas uma forma de vender aos clientes, até à plataforma de jogos Roblox, que permite aos jogadores criar, comprar e vender itens de moda digital.

A inovação corporativa não consiste apenas em ideias. É necessário resistência, coragem, alinhamento e liderança com visão, muitas vezes repetindo por um longo período de tempo antes de acertar. Uma abordagem antiquada à inovação seria perguntar: O que se segue ao smartphone? Atualmente, as organizações devem colocar uma nova questão no seu processo de inovação: de que outras formas as pessoas o podem utilizar ou criar a partir dele?

A partir de agora, todas as organizações devem colocar uma nova questão no seu processo de inovação: Que outras coisas as pessoas poderiam fazer com isto?

Mark Curtis

Managing Director – Interactive, Head of Innovation and Thought Leadership


Martha Cotton

Managing Director – Interactive, Fjord Co-Lead, Global​

A Fjord sugere

Pense

Passe do foco nos consumidores para um foco nos co-criadores. Considere os seus produtos e serviços como "inacabados" - pergunte quais os elementos da sua experiência poderiam ser co-criados como um produto e se isso poderia aumentar a circularidade do seu modelo de negócio?

Diga

A inovação é demorada. Estamos comprometidos com isso. Crie hábitos e rituais de inovação que rapidamente se tornarão enraizados. A resistência é importante na inovação.

Faça

Crie uma plataforma e permita que os seus clientes usem os seus dados para que possam experimentar e criar - com os seus produtos e serviços, mas também com outros. Os dados que podem ser gerados tornam-se muito valiosos.

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