Resumo

Resumo

  • O Digital Health Consumer Survey de 2020 da Accenture revelou que antes da COVID-19, o crescimento da adoção da saúde digital tinha estagnado.
  • A pandemia global acelerou consideravelmente a adoção da saúde virtual, mas será que vai durar? Ainda há muito trabalho por fazer.
  • Durante a pandemia, sem alternativa, os utentes foram forçados a baixar as expectativas em relação à qualidade das experiências de saúde digital.
  • Há vários fatores que podem impulsionar ou impedir o progresso pós-pandemia.


Re-avaliar o Digital Health Consumer Survey de 2020 da Accenture

Antes da COVID-19, o aumento da adoção da saúde digital tinha estagnado. A pandemia acelerou consideravelmente a adoção de cuidados de saúde digitais, mas verificámos que os temas da nossa pesquisa de 2020 continuam válidos. Apesar dos utentes se interessarem por serviços virtuais, uma experiência digital negativa é suficiente para os afastar. As preocupações com a privacidade, segurança e confiança permanecem, juntamente com a dificuldade de integrar novas ferramentas e serviços nos fluxos do trabalho clínico diário.

Alguns consumidores (33%) não estão a utilizar nenhum meio digital de saúde. A utilização de dispositivos e aplicações móveis caiu de 48% em 2018, para 35% em 2020. E o uso de wearables dos 33% em 2018 para os 18% em 2020.

Copyright © 2020 Accenture

A COVID-19 provocou um pico

Os serviços virtuais de saúde tornaram-se uma necessidade para milhões de pessoas enquanto esforços para reduzir a transmissão da COVID-19 limitaram o acesso a visitas a médicos e outros profissionais de saúde. Esta mudança dá aos prestadores de cuidados de saúde uma oportunidade sem precedentes de mudar permanentemente o atual modelo de cuidados de saúde para serviços virtuais no caso de muitas necessidades médicas: passando da adoção forçada para a adoção voluntária da saúde digital.

Como se podem tornar permanentes os recentes progressos nos cuidados de saúde digitais?

À medida que os cuidados presenciais são retomados, os prestadores e utentes devem aproveitar a oportunidade e manter o impulso criado pela pandemia, abordando as questões anteriores à crise que até então inibiram a adoção da saúde digital.

Os prestadores devem possibilitar a saúde digital

Cerca de um quarto dos utentes de cuidados de saúde (23%) dizem que ferramentas digitais fiáveis e seguras que ajudam a compreender os hábitos de saúde, os motivariam a assumir um papel mais ativo na gestão da sua saúde. Mais de metade (55%) afirmaram que "profissionais de saúde de confiança" os motivariam a assumir um papel mais ativo na gestão da sua saúde, mas apenas 11% afirmaram que os seus prestadores de cuidados de saúde recomendavam a utilização de ferramentas digitais.

Os médicos são a chave para promover o envolvimento digital

Os utentes procuram nos prestadores a motivação para gerir a sua saúde.

55%

dos utentes dizem que "profissionais de saúde de confiança" os motivariam a assumir um papel mais ativo na gestão da sua saúde.

11%

11% dos utentes afirmaram que o seu prestador de cuidados de saúde habitual recomendava ferramentas digitais para gerir a saúde.

Uma má primeira impressão pode afastar os utentes

Metade dos utentes inquiridos concordam que uma má experiência digital com um prestador de cuidados de saúde arruína toda a experiência com esse prestador - e 39% acreditam que uma boa interação digital tem uma grande influência na experiência do paciente. Mais de um quarto (26%) estão até dispostos a mudar para um novo fornecedor a fim de obterem serviços digitais de alta qualidade. 52% dos utentes que têm um médico de família concordaram que uma má experiência digital arruína toda a experiência com o prestador, em comparação com 42% dos que não têm um médico de família.

Mais de 1 quarto dos consumidores estão dispostos a trocar o fornecedor de cuidados de saúde por serviços digitais de alta qualidade.

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Preocupações sobre privacidade e segurança vão voltar

As necessidades de distanciamento social durante a COVID-19 superam os receios de privacidade e segurança quando outras opções de consulta médica não estão disponíveis, mas estas questões não desapareceram - as preocupações são apenas ignoradas porque as pessoas não estão dispostas a correr o risco de sair de casa.

Em 2019, 89% dos utentes de cuidados de saúde confiaram "muito" ou "razoavelmente" na capacidade de manter segura a informação digital de saúde, como registos médicos eletrónicos. Essa percentagem caiu para 83% em 2020. A confiança nas empresas de tecnologia também diminuiu. Mais de metade dos utentes (55%) não confiam nestas empresas para manterem a informação digital de saúde em segurança. Quando questionados sobre "quanto confiam em cada uma das seguintes organizações ou pessoas para manter seguras as suas informações digitais de saúde", os médicos classificaram-se em segundo lugar (83%), a seguir aos hospitais (84%), enquanto que as empresas de tecnologia ficaram em penúltimo lugar (45%).

Hospitais e médicos são os membros do ecossistema de saúde em quem os utentes mais confiam os seus dados pessoais, confiança em declínio nas tecnológicas.

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Os utentes estão interessados em cuidados virtuais abrangentes

Antes da urgência da pandemia ter conduzido à adoção, os utentes já manifestavam um forte interesse numa grande variedade de serviços de saúde virtuais. As gerações mais jovens, quando lhes é dada a escolha, em alguns casos preferem os cuidados virtuais aos cuidados presenciais.

Os utentes querem uma variedade de serviços de saúde virtuais

Tendo possibilidade de escolha, muitos utentes de cuidados de saúde optariam por serviços virtuais para cuidados básicos, e mesmo para cuidados especializados, os utentes aceitariam "definitivamente" ou "provavelmente" conselhos sobre saúde e bem-estar (62%) e monitorização remota de questões de saúde em curso através de dispositivos (57%).

62%

dos consumidores escolheria o virtual para conselhos de saúde e bem-estar.

57%

57% dos consumidores estão recetivos à monitorização remota de questões de saúde em curso através de dispositivos em casa.

Cuidados virtuais de prestadores novos e tradicionais

Embora um maior número de utentes de cuidados de saúde estejam abertos a receber serviços de saúde virtuais dos seus prestadores tradicionais (54%), também estão dispostos a receber cuidados virtuais de empresas tecnológicas como a Google e a Microsoft (27%); de marcas de retalho como a Best Buy, Walmart e Amazon (25%); e de startups médicas (21%).

Conseguir que os médicos adiram de forma sustentável à saúde digital poderia ter um grande impacto na adoção.

Kaveh Safavi

Senior Managing Director – Consulting, Global Health


Brian Kalis

Managing Director – Strategy, Health

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