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ESTUDO DE CASO Royal Concertgebouw Orchestra

A Gen AI e a gamificação revitalizam a música clássica

Como a RCO está a reinventar a educação musical para inspirar a próxima geração de fãs da sinfonia

5 MINUTOS DE LEITURA

Kim, de 12 anos, inicia sessão na Roblox para jogar um novo jogo de interpretação de papéis. O objetivo é aprender sobre música e instrumentos musicais, mas é divertido lutar com inimigos e recolher tesouros incríveis. Mas isto é mais do que apenas uma busca por aventura: o futuro do mercado da música clássica está nas mãos habilidosas de Kim.

Essa é exatamente a missão da Orquestra Real Concertgebouw (RCO): inspirar a próxima geração de frequentadores de concertos e manter viva a herança da música clássica. Fundada em 1888 em Amesterdão, a orquestra tem sido uma referência de excelência musical há mais de um século. Até recentemente, a música clássica era geralmente acessível apenas a demografias mais velhas que já tinham interesse. A RCO decidiu desafiar a norma, procurando interagir com as camadas jovens e reinventar a aprendizagem de música tradicional. Assim, juntou-se à Accenture Song para transportar crianças, como Kim, para o reino mágico e musical do jogo "Final Score: The Music Game".

A intenção é despertar a curiosidade pelos clássicos em jogadores dos 11 aos 17 anos através de um meio que já adoram (todos os jovens que participaram no teste já tinham a Roblox nos seus telemóveis). Desta forma, as crianças podem divertir-se enquanto a RCO beneficia de um investimento empresarial astuto. A confirmação está na forma como o jogo foi recebido: desde o lançamento, o jogo ganhou uma classificação de 90% com 200 000 visitas na Roblox.

Em crescendo

É incomum uma orquestra lançar um videojogo e o "Final Score" é ainda melhor por esse motivo. É o primeiro do seu género, criado por uma orquestra mundialmente famosa, o jogo convida os jogadores para um mundo cheio de música. As paisagens sonoras são composições originais realizadas pela orquestra, que proporcionaram não só a música, mas também os efeitos sonoros. Tal como o maestro de uma orquestra, a Accenture Song aliou o engenho humano à tecnologia no design, na construção do mundo, no desenvolvimento, nos testes e no lançamento.

De Amesterdão à África do Sul, a iniciativa foi um esforço global, com a participação de programadores de jogos, estrategistas, escritores, investigadores, designers de áudio e, claro, os músicos da orquestra, que se mobilizaram rapidamente para acomodar um prazo ambicioso. As ferramentas de Generative AI, como o Copilot 365, o Midjourney, o Adobe Firefly e os modelos personalizados do ChatGPT, agilizaram tanto o desenvolvimento do jogo (como a produção de imagens 2D e enredos), como a gestão do projeto (como a redação de histórias de utilizadores). Para além disso, envolvemos mais de 50 jovens em todas as fases do desenvolvimento para obter o seu feedback honesto. Assim como consideramos crucial ter o cliente envolvido no processo de tomada de decisões, mantivemos sempre também o utilizador final envolvido: neste caso, as crianças.

A Fundação ELJA, que coiniciou e financiou o desenvolvimento do jogo, defende os efeitos positivos da educação musical no desenvolvimento pessoal da juventude, vendo a arte como uma forma de promover a coesão social. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as intervenções com base na música (ouvir, produzir e reproduzir música) podem melhorar a saúde pública, o bem-estar psicossocial e a autoexpressão. Há inúmeros benefícios, mas para as crianças, o jogo é apenas divertido!

Colaboração em harmonia

A visão da Royal Concertgebouw Orchestra é atrair os amantes da música e profissionais de todo o mundo — e o sucesso de "Final Score" é a confirmação de que estão a executar essa visão. Os jogadores com formação musical viram o seu apreço aprofundar-se, mas todos desenvolveram um novo interesse pela música clássica. Tem sido uma aventura emocionante para todos os envolvidos, demonstrando a sinergia da RCO e da Accenture Song.

E a aventura continua: em breve, a orquestra irá trazer a magia do jogo para o mundo real, tocando a música do jogo ao vivo no palco e transmitindo a banda sonora no Spotify.  Com este trabalho, a RCO foi além do desenvolvimento de jogos; transformou a música clássica numa experiência moderna e interativa que despertou a curiosidade de crianças como Kim, criando espaços digitais para a aprendizagem e o entretenimento.

As crianças são o futuro, por isso é imperativo investirmos no seu bem-estar. No fundo, é isso que a Royal Concertgebouw Orchestra está a fazer ao promover uma nova abordagem à educação musical tradicional e ao consciencializar a geração mais tecnologicamente avançada da história.

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A música e a tecnologia unem as pessoas. Com o "Final Score", estamos a introduzir a música clássica a uma audiência jovem de uma forma acessível.

Dominik Winterling / Managing Director of the Royal Concertgebouw Orchestra

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