A cibersegurança sempre foi importante, mas, depois de os colaboradores começarem a trabalhar a partir de casa, passou a ter outra relevância para as organizações. Num cenário pós-pandémico é, agora, claro que o workplace será, sempre que possível, híbrido e móvel. A responsabilidade de manter as redes seguras, garantir que os sistemas permanecem resilientes contra violações e tomar várias medidas para proteger os dados e a sua integridade de ameaças cibernéticas, é cada vez mais importante, uma vez que os cibercriminosos estão mais ousados nas suas tentativas de invadir os sistemas. Além do mais, a recente pandemia abriu possíveis pontos de brecha que, antes, poderiam não existir na organização.

Investimento durante a pandemia

Com os colaboradores a trabalhar a partir de casa, o perímetro de ataque aumentou. Nem todas as organizações estavam preparadas para a realidade e, numa primeira fase, a escolha de investimento não passou necessariamente pela segurança.

Nuno Baptista, Associate Director e Responsável pela área de Security da Accenture, explica que “há uma necessidade de investir em pessoas especializadas. A complexidade do problema faz com que as organizações tenham muita dificuldade em endereçar todos estes temas. A forma como as empresas encararam o tema difere com a sua maturidade; é um bocado difícil generalizar a forma como as empresas foram impactadas pela pandemia, mas a complexidade é muito grande e nem todas as organizações têm capacidade para o fazer”.

Evolução das ciberameaças

Ao longo dos anos, as ameaças foram evoluindo. As empresas e os utilizadores já não têm de se preocupar com o ‘simples’ vírus informático, mas sim com uma miríade de ciberameaças cada vez mais complexas. Nuno Baptista, da Accenture, explica que “os ataques de engenharia social, o phishing, vão continuar a evoluir e a aproveitar todas as fra - gilidades acrescidas que as pessoas têm sentido. Por outro lado, vemos que as táticas, as técnicas e os procedimentos dos atacantes estão a evoluir, ameaçando muito a continuidade do negócio. Vemos ataques direcionados e muito sofisticados que colocam em risco os dados da organização; antigamente, via-se a encriptação dos dados, mas agora vemos a exfiltração dos dados”.

Apoio às equipas

Nuno Baptista (Accenture) afirma que “a inteligência artificial e o machine learning são um suporte daquilo que fazemos atualmente – e vamos continuar a fazer – não só na cibersegurança, mas também de uma forma mais transversal. Ao nível das pessoas e dos processos, tudo o que é análise comportamental relativamente à forma como utilizamos os dispositivos e os dados, gera tanta informação que a única forma de a trabalhar é com tecnologias de machine learning e inteligência artificial que nos permitem prever comportamentos potencialmente perigosos e atuar em conformidade”.

IT Insight | 01/03/2021 | Nuno Cerdeira Baptista

Nuno Cerdeira Baptista

Associate Director – Security Lead

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