Segundo um estudo recente da Accenture sobre a mudança dos hábitos de consumo, 20% das pessoas que fizeram compras de mercearia online neste ambiente de pandemia, fizeram-no pela primeira vez, o que corresponde a 33% se falarmos de pessoas com mais de 56 anos. A valorização das experiências digitais personalizáveis nunca foi tão alta, realçando valores de segurança e distanciamento físico. Põe-nos a par Rui Sales Rodrigues, o diretor corporativo responsável pelas áreas de Marketing e Comunicação da Accenture em Portugal e docente convidado no Instituto Português de Gestão de Marketing.

À revista Líder, Rui Sales Rodrigues explica como a adoção das soluções tecnológicas têm disparado e chama a atenção para o facto de que a transformação digital deve ser entendida pela criação de valor, com impacto nos resultados das organizações. «Neste sentido, estas novas soluções devem ser acompanhadas por uma visão a longo prazo, não só para criar relevância no momento atual, mas para consolidar a relação entre a marca, pessoas e tecnologia no futuro», ressalva.

Com 20 anos de experiência profissional nas áreas de Marketing, Comunicação, Marketing Research e Responsabilidade Corporativa, Rui Sales Rodrigues liderou, anteriormente, as direções de Marketing da Accenture em Angola e Moçambique, onde ajudou a desenvolver a marca de raiz. Ao longo da sua carreira tem sido responsável por várias iniciativas estratégicas de Marketing e Comunicação para as diversas audiências alvo da empresa e com grande impacto na notoriedade e reputação da marca. É licenciado em Gestão de Marketing e pós-graduado em eCommerce e B2B Marketing Strategies.

Colocámos as perguntas: Como podemos compreender as necessidades, sentimentos e acções dos novos consumidores para criar valor neste momento em que tudo é incerto? Será o digital a chave das marcas para sobreviver no novo mundo? Rui Sales Rodrigues aceitou o desafio:

«Este novo contexto alterou a vida dos consumidores a uma escala sem precedentes. Segundo um estudo recente da Accenture sobre a mudança dos hábitos de consumo, 20% das pessoas que fizeram compras de mercearia online neste ambiente desafiante, fizeram-no pela primeira vez, o que corresponde a 33% se falarmos de pessoas com mais de 56 anos. A valorização das experiências digitais personalizáveis nunca foi tão alta, realçando valores de segurança e distanciamento físico. Com o confinamento a que todos assistimos e experienciamos, os consumidores recorreram a canais digitais para aceder a entretenimento, informação, educação e contacto com familiares e amigos, alterando os seus padrões de consumo. É por isso fulcral que as marcas ofereçam soluções omni-channel que potenciem uma experiência consistente nos diversos canais físicos e digitais. As ferramentas de e-commerce, essenciais para a sobrevivência de muitas empresas, devem refletir uma usabilidade simples e uma experiência surpreendente e memorável, alimentadas pela capacidade de escuta ativa e identificação de gaps a que as marcas possam dar resposta, tornando-se ainda mais relevantes neste contexto. Para tal, as empresas têm de ter à sua disposição ferramentas robustas de analytics que permitam tratar os dados de forma preditiva e inovar, fazendo corresponder produtos e serviços às necessidades dos novos consumidores. Esta urgência na resposta às rápidas mudanças da economia fez com que a adoção de soluções tecnológicas disparasse. Contudo, a transformação digital deve ser entendida pela criação de valor, com impacto nos resultados das organizações. Neste sentido, estas novas soluções devem ser acompanhadas por uma visão a longo prazo, não só para criar relevância no momento atual, mas para consolidar a relação entre a marca, pessoas e tecnologia no futuro.»

Líder | 26/08/2020 | Rui Sales Rodrigues

Rui Sales Rodrigues​

Diretor De Marketing E Comunicação – Accenture Portugal​

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