Visão geral

Durante anos, a tecnologia moldou as nossas relações com o trabalho, horários e escritórios. Esta mudança acelerou em 2020, forçando os empregadores a repensar o retorno do que oferecem aos colaboradores e as suas experiências. Surgem novas oportunidades para inovar em áreas como a cultura e talento à medida que entramos numa era de prototipagem de como pode vir a ser o futuro do trabalho.

Em dezembro de 2020, milhões de profissionais ainda estavam a trabalhar em casa, o que significa efetivamente que estão a viver no escritório.
Stay home. Stay safe 2020

O que está a acontecer?

Para uma proporção significativa de profissionais, trabalhar a partir de casa passou a ser viver no escritório. Isto está ter um grande efeito no "contrato" entre empregador e colaborador. Anteriormente, por exemplo, poderíamos assumir que os nossos empregadores cobririam o custo de grande parte do que precisávamos, como a nossa secretária, cadeira, computador e acesso à internet. Mas muitos de nós estamos a cobrir esses custos, agora que estamos a trabalhar a partir de casa. E embora os colaboradores ainda sejam pagos, o valor periférico de estar fisicamente presente no local de trabalho - capital social, transferência de conhecimento, habilidades sociais e experiência prática - foi perdido.

Enquanto isso, os serviços que facilitam a colaboração remota viram, sem surpresa, o número de utilizadores disparar. O escritório como local de trabalho não vai desaparecer, mas diferentes organizações estão a considerar outras opções. Podemos assumir com confiança que o futuro não servirá para todos da mesma forma - na verdade, é possível que a experiência do colaborador seja diferente para cada organização. Num estudo global, 75% dos profissionais afirmaram que desejam que um mix entre o trabalho no escritório e trabalho remoto se torne a nova norma, com uma divisão pela metade vista como o equilíbrio ideal.

O que vem a seguir?

Não abordamos apenas o trabalho em escritório, mas todo o trabalho que pode ser feito remotamente. É preciso lembrar que colaboradores deslocados afetam todos os que trabalham com eles.

Existem oportunidades para os empregadores inovarem em quatro áreas chave:

Tecnología: Muitas organizações que tinham evitado a transformação digital, agora adotaram-na. Em breve, o hardware e o software que revoluciona as experiências de trabalho em casa e o trabalho em equipa provavelmente serão comuns. As empresas que mais cedo investirem, podem ganhar uma vantagem competitiva.

Cultura: Os empregadores precisarão de abordagens à cultura corporativa especificamente adaptadas para equipas virtuais. Mas as empresas devem reconhecer que muitas variáveis que constituem a cultura, não estão sob o seu controlo - comunicações ad hoc entre colegas são valiosas na prevenção do isolamento.

Talento: Existem oportunidades para inovar na valorização e recompensa de talento. As faixas de remuneração baseadas na localização terão de ser reavaliadas, enquanto no recrutamento, o trabalho remoto permite que os empregadores tenham um mercado mais amplo do que nunca. O apoio para o trabalho a partir de casa tornar-se-á um benefício do colaborador, com pacotes que incluem desde banda larga doméstica e móveis de escritório a creches ou assistência a idosos. Aqui também há reciprocidade: se o talento pode estar em qualquer lugar, os colaboradores e empregadores podem fazer prospeção por toda parte.

Controlo: Garantir que os colaboradores em casa realizem as tarefas atribuídas é um desafio crescente para os empregadores, levantando uma série de questões sobre o controlo. Por exemplo, a implementação de cibersegurança efetiva para profissionais remotos será essencial, mas levantará questões sobre a privacidade. As vendas de software de vigilância para controlar os colaboradores em casa aumentaram, mas a que custo para as relações entre empregador e colaborador?

O escritório como local de trabalho não vai desaparecer, mas várias organizações estão a repensá-lo.

Mark Curtis

Managing Director – Interactive, Head of Innovation and Thought Leadership


Martha Cotton

Managing Director – Interactive, Fjord Co-Lead, Global​

A Fjord sugere

Pense

Considere a ética do trabalho remoto. À medida que avalia o cenário em constante mudança, de onde e como os seus colaboradores se envolvem com a empresa, pense em reciprocidade - o que você dá e o que recebe - deve ser o foco. Reconheça que a casa de cada profissional continua a ser o seu espaço pessoal e que a sua privacidade e liberdade são importantes.

Diga

Articule quais as variáveis do mindset de trabalhar a partir de casa que deseja que os seus colaboradores levem para o escritório, como o dress code, flexibilidade do dia de trabalho ou avaliação da produtividade pela produção em vez do tempo passado nas suas secretárias. E o inverso: o que é normal no trabalho que também deverá existir em casa?

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