E se pudesse transformar o seu negócio num “living business” – um negócio que se adapta continuamente para permanecer hiper-relevante na vida dos seus consumidores?

O estudo Fjord Trends, recentemente apresentado, mostra que as organizações que se tornam “living businesses” alcançam um crescimento mais acentuado do que as restantes, estão melhor preparadas para a disrupção da indústria e, acima de tudo, permanecem relevantes num ambiente onde a incerteza é alimentada pelo perigo da inovação disruptiva e pela entrada de novos players.

A hiper-relevância é, assim, um novo desafio para as organizações. Para isso, as empresas precisam de se concentrar nas tecnologias e nos processos que lhes permitem ter uma perceção profunda e em tempo real das necessidades dos seus consumidores. É também necessário que atuem em plataformas que respondam às necessidades dos clientes, mas que, ao mesmo tempo, superem as suas expetativas.

É por isto que as Fjord Trends são um recurso tão importante: este estudo permite compreender de que forma é que os consumidores e as suas expetativas se alteram ao longo do ano.

As conclusões do estudo deste ano revelam uma procura pelo valor e pela relevância. As tendências apresentadas realçam mudanças importantes a considerar – desde as atitudes dos consumidores relativamente à sustentabilidade e à privacidade dos dados, até às inúmeras possibilidades que podem ser desbloqueadas a partir da utilização de ecossistemas de mobilidade e de tecnologias de realidade sintética. Do relatório, é importante reter três tendências principais, que estão a moldar profundamente o mercado e as indústrias atuais:

  1. “The Last Straw?”– Mostra o que está em jogo quando se trata de criar produtos e serviços sustentáveis. As marcas que negligenciam a sustentabilidade arriscam-se a perder clientes para a concorrência. Reinventar o seu negócio em prol dos consumidores que pretendem salvar o planeta não é apenas uma jogada defensiva; é uma estratégia que pode desencadear novas oportunidades criativas.
  2. “Ahead of the Curb” – Sugere que os futuros ecossistemas das grandes cidades estão agora a formar-se. Existem muitos produtos, serviços e modelos de negócio de última geração que estão a ser atualmente lançados em setores como energia, transportes, retalho ou mesmo administração pública. Por afetar quase todos os setores, as organizações devem estabelecer parcerias com um conjunto mais amplo de ecossistemas e devem garantir que fazem parte de redes de crescimento que as ajudam a projetar, oferecer e escalar, de forma rápida, novos produtos e serviços. Desta forma, as empresas conseguem desenvolver os seus negócios e dar resposta às exigências dos seus clientes.
  3. “Space Odyssey” – Afirma que o modo como a realidade digital e a física convergiam vai desencadear mudanças profundas na forma como utilizamos o espaço. Até agora uma realidade mais presente ao nível do retalho e dos escritórios, esta tendência representa diversas oportunidades ao nível de conceção e oferta de produtos, serviços e experiências omnichannel que revolucionem a forma como as pessoas fazem compras e trabalham. Representa também oportunidades ao nível da criação de uma força de trabalho com uma mentalidade focada no cliente, capaz de inspirar as pes - soas a inovar, a aprender e a desenvolver. As tendências estão a contar-nos uma narrativa clara. Os consumidores procuram experiências relevantes e no timing certo. Como consegui-lo? Através de uma organização mais flexível, que encontra crescimento onde as restantes empresas não encontram. Por outras palavras, através de um “living business”. Um negócio continuamente adaptável. Parece que, afinal, a sobrevivência continua a ser do mais apto.

Briefing | 31/10/2019 | Ricardo Monteiro

Ricardo Monteiro

Lead – Accenture Interactive & Fjord Portugal

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