Como todos os que fizeram previsões o ano passado sabem agora, fazê-las é muito arriscado. Mas há uma boa hipótese de que 2021 seja lembrado como o ano da recuperação pós COVID-19 e, idealmente, garantindo alguma aprendizagem com todo o processo.

Em 2020, os bancos foram obrigados a transformarem-se tecnologicamente e a alterar os seus modelos de negócio em questão de meses. A procura de soluções digitais e de sistemas seguros de trabalho remoto cresceu exponencialmente. A pandemia esticou toda a indústria como uma banda elástica, e existe um desejo compreensível de deixar a banda relaxar e voltar ao "normal" assim que as condições o permitam.

Mas quando se estica um elástico, também se gera energia potencial. Numa fisga, essa energia pode ser transformada num movimento rápido para a frente. Para os bancos, isso assumiu a forma de uma explosão sustentada de inovação e improvisação. A questão que enfrentam agora, no entanto, é onde deixar o elástico relaxar e aliviar a tensão de 2020, e onde a experiência e a energia reprimida do ano passado podem ser utilizadas para impulsionar a instituição para a frente.

Alan McIntyre, o nosso chief banking especialista nesta temática, tem vindo a acompanhar os debates e decisões que estão a ter lugar no centro da indústria sobre o que fazer com este elástico. Como faz todos os anos, McIntyre volta a apresentar as 10 principais tendências mais suscetíveis de afetar a banca durante os próximos 12 meses.

1. Go big and stay home

O fenómeno "winner takes all" está agora a emergir no retail banking. À medida que as grandes instituições se tornam maiores, o "too small to succeed" substituirá o "too big to fail".

2. O novo normal

Os bancos tradicionais de renome e os melhores neobancos ganharão clientes enquanto os mais fracos e indiferenciados enfrentarão dificuldades.

3. O momento das aplicações bancárias

À medida que a banca completa a sua migração das ruas para os ecrãs, a concorrência no retalho e no panorama comercial irá aumentar e é possível que acabe com as standalone apps.

4. Transparência radical

2021 será difícil para as estratégias tradicionais. Alguns bancos vão dedicar-se a produtos radicalmente transparentes para criar uma proposta de valor mais convincente.

5. Obter crédito

À medida que as perdas vinculadas à COVID-19 se forem processando através de P&Ls, a gestão inteligente da qualidade de crédito utilizando a micro-segmentação tornar-se-á um vencedor diferenciador.

6. O dinheiro não é rei

A pandemia irá impulsionar pagamentos digitais. Mas, na maioria dos mercados, remover a moeda em circulação permanecerá um projeto a longo prazo.

7. Um ponto de inflexão ecológico

O ano de 2021 será um ponto de inflexão em empréstimos sustentáveis, com o reconhecimento das consequências macroeconómicas das alterações climáticas.

8. O mundo incerto da regulação

O impacto das eleições americanas na nossa indústria tornar-se-á claro em 2021. Mas muitas mudanças permanecem incertas, como o rumo do Open Banking.

9. A ascenção do regulador digital

Se 2020 foi um acelerador para a indústria bancária, 2021 pode ser semelhante para os reguladores. Previsões esperam a ascenção de um novo tipo.

10. O espetro da cloud

A computação da cloud é fundamental – um panorama completo, ao contrário de pontos isolados. Pensar de forma individualizada vai tornar-se mais perigoso.

VER TUDO
Como será um mundo pós-COVID para a indústria bancária comercial e de retalho?

Alan McIntyre

Senior Industry Director – Banking

MAIS SOBRE ESTE TEMA

A ascenção de inovação na banca, orientada por propósito
Evolução do financiamento do comércio: Teste de agilidade da banca
Reinventando a indústria dos produtos florestais

SUBSCRIÇÃO
Mantenha-se informado com a nossa newsletter Mantenha-se informado com a nossa newsletter