Lisboa, 24 de julho de 2019 – A Accenture revela no seu estudo Fjord Trends 2019 que as pessoas e as organizações estão a refletir sobre o que realmente pretendem, como resultado da explosão de desordem digital consequente de duas décadas de acelerado crescimento tecnológico e de inovação. Este relatório é uma previsão anual sobre o futuro dos negócios, da tecnologia e do design, que analisa o que as pessoas querem e valorizam e introduz um novo paradigma no design, colocando o valor humano novamente no centro da inovação.

De acordo com este estudo da Accenture, anos de investimento em inovação deixaram os clientes inundados e sobrecarregados, em consequência das constantes exigências de tempo e atenção. Se antes ansiávamos novidade, excitação e gratificação instantânea, o que agora desejamos é maior tranquilidade e sentido de vida num mundo ruidoso. Pessoas e organizações refletem sobre o que realmente valorizam, rejeitando produtos e serviços que não atendem às suas necessidades - na verdade, mudando a natureza das nossas relações com a tecnologia e as marcas.

“O mundo digital está num momento de limpeza profunda: é altura de decidirmos se algo ainda tem valor e relevância para as nossas vidas”, afirma Mark Curtis, co-fundador e chief client officer da Fjord. “O digital é agora tão amplamente utilizado que já não é novo. Na tentativa de remover o desnecessário, as pessoas estão a ser mais seletivas nos produtos e serviços que incorporam diariamente nas suas vidas, escolhendo desligar, cancelar a inscrição ou participação se a troca de valores não for mútua. Nunca antes a responsabilidade do design foi tão importante”.

Esta mudança de mentalidade tem grandes implicações e cria enormes oportunidades para as organizações inovarem na experiência de cliente, segundo o relatório. É tempo de fazer um balanço e repensar produtos, serviços e experiências que as pessoas realmente querem e valorizam.

“As organizações que proporcionem valor e relevância não apenas para os indivíduos, mas também para o mundo serão as de maior sucesso”, afirma Brian Whipple, CEO da Accenture Interactive. “A criação de valor não será gerada apenas por um maior também por um melhor crescimento. De acordo com a nossa missão de criar, construir e executar as melhores experiências para os nossos clientes, acreditamos que as tendências deste ano apoiam o nosso princípio orientador de que as melhores experiências são as que tornam a vida das pessoas mais simples, mais produtiva e com mais significado”.

O relatório das Fjord Trends 2019 analisa sete tendências que devem moldar a experiência da próxima geração e disponibiliza conselhos práticos para as organizações se prepararem para as oportunidades futuras:

  1. Silence is gold: O sentimento de sobrecarga tornou-se um problema de saúde. Ao abraçar um design consciente, as marcas precisam encontrar formas de chegar aos seus consumidores que anseiam tranquilidade, num mundo ruidoso.
  2. The last straw?: Chega de conversa. As pessoas esperam que os produtos e serviços tenham uma estratégia de sustentabilidade e vão rejeitar aqueles que não a incorporem na sua missão.
  3. Data minimalism: Pessoas e organizações discordam sobre o valor dos dados pessoais. Será a transparência a chave para colmatar a lacuna?
  4. Ahead of the curb: De scooters elétricas a drones, a mobilidade urbana tornou as cidades no vale tudo. É hora de combater a desordem com ecossistemas unificados que atendam às necessidades em tempo real.
  5. The inclusivity paradox: 2019 tem sido um ano de alerta para a necessidade de ouvir diversas vozes. Mas como podemos comunicar para todos sem, inadvertidamente, excluir outros? As organizações devem ajustar o seu mindset para atender à procura por uma verdadeira inclusão.
  6. Space odyssey: Espaços de trabalho e retalho precisam de uma reforma digital. Está na hora de repensar as nossas abordagens e ferramentas para redesenhar espaços.
  7. Synthetic realities: Vivemos num mundo novo, no qual a realidade é produzida e sintética. A troca de rosto e a simulação de voz criam novas realidades mais verossímeis, que as empresas precisam de descobrir como capitalizar - e como gerir os seus riscos.

“Até agora nunca tínhamos visto tantas oportunidades para um design consciente e com significado numa grande diversidade de áreas”, afirma Pedro Pombo, Managing Director da Accenture Digital em Portugal. “Estamos à beira de uma revolução criativa: a oportunidade de repensar produtos e serviços para cuidar do mundo em que vivemos e das pessoas”, acrescenta.

O relatório Fjord Trends 2019 recorre ao pensamento coletivo dos mais de 1.000 designers e developers da Fjord, em 28 estúdios à volta do mundo. A análise anual baseia-se em observações em primeira mão, investigação baseada em evidências e projetos com os clientes.

Para ler o relatório, visite: Fjord Trends 2019 e siga a página de Twitter com #FjordTrends.

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