Accenture lança Manual sobre Inteligência Artificial

Lisboa, 11 de abril de 2018 – O poder real da inteligência artificial (IA) permite aos líderes reimaginar e transformar as suas organizações através da colaboração homem-máquina, o que acabará por remodelar empresas e indústrias, segundo os dois especialistas da Accenture que assinam o livro Human + Machine: Reimagining Work in the Age of AI.

Accenture lança Manual sobre Inteligência Artificial

O novo manual de gestão discute como a inteligência artificial fornece às empresas o poder de repensar e transformar os seus processos - seja em relação à inovação revolucionária, ao serviço ao cliente ou aos hábitos pessoais de produtividade. O livro detalha como, ao recriar os processos de negócio, as empresas estão a usar as novas regras da IA para avançar em inovação e rentabilidade.

Uma co-autoria de Paul Daugherty, Chief Technology & Innovation Officer da Accenture, e Jim Wilson, Managing Director de Information Technology e Business Research na Accenture Research, “Human + Machine”, foi publicado pela Harvard Business Review Press encontrando-se disponível desde o dia 20 de março.

Com base na experiência dos autores e na pesquisa quantitativa e qualitativa junto de 1.500 organizações, o livro “Human + Machine” desmistifica o equívoco generalizado de que os sistemas de inteligência artificial substituirão os seres humanos, setor após setor. Os autores demonstram que, embora algumas funções poderão vir a ser substituídas com a AI a ser implementada para automatizar determinadas tarefas, o verdadeiro poder da tecnologia será aumentar as capacidades humanas.

“A nossa pesquisa mostra que, para aproveitar totalmente o poder da IA, os líderes de negócios devem mudar o relacionamento entre funcionários e máquinas para criar uma onda de 'inteligência colaborativa'”, afirmou Paul Daugherty. "Por outras palavras, a inteligência artificial não vai criar super-humanos ‘artificiais’ - mas usar tecnologia para dar aos humanos superpoderes, equipando-os com novas habilidades e capacidades, para que possam obter mais e aprender mais rapidamente".

A colaboração entre humanos e máquinas está a desbloquear o que os autores chamam de “terceira onda” de transformação de negócios (a primeira onda, iniciada por Henry Ford, envolveu processos padronizados; a segunda onda consistiu em processos automatizados, com um pico nos anos 90 – com o processo de reengenharia de processos). A terceira onda criou o que os autores chamam de “the missing middle” - um espaço dinâmico e diversificado no qual humanos e máquinas colaboram para atingir aumentos de ordem de magnitude no desempenho dos negócios.

No “missing middle”, os humanos trabalham com máquinas inteligentes para explorar o que cada parte faz melhor - com humanos a desenvolver, treinar e gerir várias ferramentas de inteligência artificial, as máquinas fornecem ao ser humano capacidades significativamente melhoradas: como a capacidade de processar e analisar grandes quantidades de dados de inúmeras fontes, em tempo real. Para explorar todo o poder da IA, as empresas devem preencher a lacuna do “missing middle”, considerando novos papéis dos colaboradores, estabelecendo novos tipos de relações no trabalho entre humanos e máquinas, mudando os conceitos tradicionais de gestão e revendo o seu próprio conceito de trabalho.

“O poder sem precedentes da IA para transformar negócios está a criar um desafio urgente e crescente”, referiu Jim Wilson. “Para ajudar os líderes a reinventar os processos e obter o máximo de benefício do poder da IA, ao aumentar a capacidade humana, desenvolvemos o que chamamos de estrutura 'MELDS', com cinco princípios fundamentais necessários para se tornar um negócio alimentado por IA: Mindset, Enterprise, Leadership, Data e Skills. Empresas inovadoras podem alavancar esta estrutura para aproveitar a ‘terceira onda’ e aproveitar as colaborações entre a máquina e o Homem através de tecnologia AI”.

“Human + Machine” explica como o aumento da IA está a remodelar os processos de negócios em três categorias de interação homem-máquina no “missing middle”: amplification, na qual os agentes de IA fornecem às pessoas insights orientados por dados, geralmente usando dados em tempo real; interaction, em que os agentes de AI empregam interfaces avançadas, como o processamento de linguagem orientado por voz; e embodiment, na qual os agentes de IA trabalham em colaboração com sensores, motores e atuadores que permitem que os robôs compartilhem o espaço de trabalho com os humanos e se envolvam em trabalho fisicamente colaborativo.

O manual identifica também três tipos gerais de novos empregos, que as empresas precisarão para garantir a implementação bem-sucedida da IA: Trainers, que ensinarão aos sistemas de IA como devem funcionar, ajudarão os processadores de linguagem natural e os tradutores de idiomas, possibilitando menos erros e ensinarão algoritmos de IA para conseguirem imitar comportamentos humanos; Explainers, que preencherão a lacuna entre technologists e líderes empresariais, com clareza e explicando o funcionamento interno de algoritmos complexos a profissionais não técnicos; e Sustainers, que garantirão que os sistemas de IA estão a operar conforme o previsto - isto é, a funcionar adequadamente como ferramentas que existem para nos servir, facilitando o nosso trabalho e a nossa vida.

“Human + Machine: Reimagining Work in the Age of AI” está disponível desde o dia 20 de março, inclusive em amazon.com, barnesandnoble.com e walmart.com.