76% dos CFOs concordam que as competências financeiras estão a evoluir para competências digitais, estatísticas e colaborativas mais avançadas.

Lisboa, 15 de novembro 2018 - De acordo com um recente estudo da Accenture, os Chief Financial Officers (CFOs) estão a desempenhar um papel fundamental na condução da rutura digital para toda a organização. Os CFOs atuais exercem mais do que apenas a função financeira, sendo agora parte integrante na orientação dos investimentos digitais e na gestão dos seus resultados económicos.

O relatório “O CFO Reimaginado: Desde a criação de valor à construção da Empresa Digital” considera que os CFOs evoluíram além das suas funções financeiras tradicionais para áreas que têm consequências mais alargadas a toda a empresa. Mais de oito em cada 10 CFOs (81%) consideram a identificação e segmentação de novas oportunidades de geração de valor para a empresa como uma das suas responsabilidades principais. 77% acreditam que a condução da transformação operacional corporativa está entre as suas competências.

Steve Culp, senior managing director e global head de Finance & Risk na Accenture, afirma que “o papel do CFO tem vindo a evoluir, de contabilista para parceiro e deste para consultor estratégico de toda a empresa, tornando-se o guardião económico dos resultados planeados para os investimentos digitais. Além disso, os CFOs estão rapidamente a tornar-se guardiões digitais das suas organizações, alavancando a análise preditiva e a inteligência artificial (IA), de forma a melhor interpretar os dados de suporte para as principais tomadas de decisão do negócio, a melhorar a eficiência e a possibilitar uma estratégia além da função financeira”.

CFOs conduzem o Investimento Digital

Os CFOs surgem como impulsionadores da agenda digital, com 77% a direcionarem esforços para melhorar o desempenho através da adoção de tecnologia digital e outros 77% a explorarem a forma como as tecnologias disruptivas podem beneficiar toda a organização e ecossistema empresarial. Os CFOs não estão apenas a desempenhar melhor e mais rapidamente as suas funções através da automação, como também estão a conduzir cada vez mais a digitalização de outras funções e a descobrir novas formas de usar a tecnologia para alterar modelos de negócio e gerar novos fluxos de receita.

CFO: Coloque os seus dados em ordem

A lista de tarefas-padrão do CFO está a evoluir para funções de planeamento estratégico, consultoria e análise, à medida que os CFOs continuam a automatizar as tarefas mais rotineiras de contabilidade, controlo e compliance. A automatização deste trabalho financeiro está a permitir que a função financeira se foque em tarefas novas e mais desafiantes e está a reunir o C-suite para atuar em conceitos obtidos da análise de dados. Atualmente, 34% das tarefas financeiras são executadas de forma automatizada; em 2021, quase metade (45%) serão automatizadas.

“A utilização de dados pelos CFOs está a expandir-se para outras áreas do negócio. Como resultado, vão necessitar de estar mais familiarizados com tecnologias transformadoras como a AI e analytics para introduzir a digitalização na maior parte da organização, criar novos modelos de negócio e desbloquear novos fluxos de receita. Os CFOs que evoluam para gerir estas oportunidades serão os verdadeiros guardiões da empresa”, refere Dr. Christian Campagna, senior managing director da Accenture Strategy, CFO & Enterprise Value.

O futuro do talento financeiro

Da mesma forma que o papel de um CFO está em evolução contínua, o mesmo acontece com as competências necessárias para se ser um executivo financeiro. Atualmente, a função financeira deve incluir colaboradores com um vasto leque de competências, desde a visualização de dados à capacidade de flexibilidade cognitiva. A maioria dos CFOs reconhece que as competências financeiras vão continuar a afastar-se de competências core financeiras para competências digitais, estatísticas, operacionais e colaborativas avançadas (76%). E mais de três quartos (78%) afirmam que a mudança deve ser drástica e rápida, uma vez que cargos financeiros tradicionais poderão desaparecer.

O maior desafio dos CFOs será recrutar ou formar o talento para compreender como recolher dados e retirar insights destes dados. Oito em cada dez CFOs consideram que o data storytelling é uma competência essencial para os profissionais financeiros dos dias de hoje. Estes deverão ser mais open-minded e colaborativos para trabalhar com eficiência e servir como consultores estratégicos para líderes noutras funções de negócio.

“Há duas competências que as pessoas procuram num CFO: o background de controlo ou contabilidade versus um cargo mais de estratégia financeira para trabalhar em parceria com o CEO”, explica Chris Weber, CFO e vice-presidente executivo da Halliburton Company. “Com o tempo, penso que a mudança tem sido para este segundo cargo, mesmo que isso signifique que o candidato não seja um contabilista de formação”.

Conselhos para futuros CFOs:

  • Seja um “sensor inteligente” do pulso de mercado em mutação – A natureza e as medidas de competitividade estão em constante mutação. A função financeira tem de medir a disrupção, inovação, sustentabilidade e valor do ecossistema para que toda a organização seja competitiva.
  • Não se concentre no processo – Os resultados finais são a única coisa relevante. As atividades financeiras têm de estar alinhadas com os resultados de negócio.
  • Saiba contar uma boa história – O data storytelling é uma competência essencial para um profissional financeiro e os dados e analytics são apenas tão bons quanto as decisões que resultam da sua análise.
  • Afaste-se da função financeira – As equipas são formuladas e reformuladas à volta de questões, projetos e eventos, incorporando diversas competências na mesa de decisão. É altura de ir além do financeiro para encontrar novas formas de alocar recursos, medir resultados e alavancar competências.
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