Telecomunicações, banca e utilities são os setores mais preparados para tirar partido das oportunidades de crescimento dos ecossistemas.

Lisboa, 2 de agosto de 2018 – É fundamental uma nova abordagem estratégica que permita às organizações serem bem-sucedidas, já que apenas 1/4 dos líderes empresariais a nível global estão confiantes em alcançar os objetivos de crescimento para 2020 e 56% admitem estar preocupados com o elevado risco de disrupção das atuais estratégias de crescimento. Um novo estudo da Accenture Strategy conclui que 84% dos executivos concordam que a criação de ecossistemas – partilha de dados, clientes, tecnologia e conhecimento do setor entre empresas – é fundamental para a sua estratégia.

O estudo da Accenture Strategy intitulado ‘Cornerstone of Future Growth: Ecosystems’ inquiriu mais de 1.250 líderes empresariais de diferentes indústrias em todo o mundo para perceber de que forma é que as empresas estão a criar vantagem competitiva através de modelos de negócio mais ágeis. O estudo revelou que as organizações dos setores das telecomunicações, banca e utilities são as que têm mais capacidades para capitalizar oportunidades de ecossistemas.

“No atual mercado competitivo, as empresas já não conseguem criar um crescimento sustentável sozinhas. É necessária a ajuda de parceiros e constituir ecossistemas de forma a inovar e criar novas propostas, expandir a sua base de clientes e entrar em novos mercados”, afirma Pedro Galhardas, Managing Director da Accenture Strategy em Portugal. “A mais-valia dos ecossistemas é que nenhuma empresa possui ou opera todas as componentes de uma solução, gerando muito mais valor em conjunto do que cada player a nível individual, sendo o risco distribuído de igual forma”.

Ecossistemas potenciam o crescimento

Capacitados pelas plataformas digitais, os ecossistemas vão permitir desbloquear 100 mil milhões de dólares em valor para o negócio e para a sociedade durante a próxima década. O estudo da Accenture Strategy sugere que, para capitalizarem esta oportunidade, as empresas estão a formar ecossistemas para potenciar inovação (63%), aumentar o crescimento de receitas (58%), entrar em novos mercados (55%) e ganhar novos clientes (55%). Hoje em dia, quase metade (46%) dos executivos procuram ativamente parceiros e outros 77% acreditam que, nos próximos cinco anos, mais de metade das receitas das suas organizações será gerada através de ecossistemas.

“Devido à crescente pressão do mercado, é provável que vejamos mais empresas, em particular aquelas que, tradicionalmente, têm sido concorrentes, a unirem forças para gerar novo crescimento e alcançar uma agilidade competitiva. As parcerias entre concorrentes continuará a crescer, tendo algumas delas já revolucionado mercados e indústrias por todo o mundo”, defende Pedro Galhardas. “Os clientes vão beneficiar dos novos produtos e serviços criados, e as organizações irão procurar novos modelos de negócio para capitalizar as mudanças do mercado”.

Adaptação para a mudança

Os executivos afirmam que alguns dos maiores desafios que enfrentam na construção de ecossistemas passa por se sentirem confortáveis em ceder o controlo – 44% dos inquiridos estão preocupados com a partilha dos ativos e sigilos da empresa com outras organizações – e mais de 1/3 (37%) assumem ser desafiante equilibrar as atuais responsabilidades do negócio enquanto se exploram novas oportunidades.

Caminho para o sucesso

As empresas que procuram um crescimento disruptivo através da construção de ecossistemas devem considerar:

  1. Definição de uma visão: Para que os ecossistemas sejam capazes de gerar crescimento, é importante ter em conta os objetivos estratégicos e de inovação. Quando combinam as suas forças com capacidades funcionais, tecnológicas e de indústria, os players do ecossistema conseguem gerar propostas novas e entusiasmantes e alargar a sua atividade a novos mercados.
  2. Identificação dos parceiros certos: Selecionar os parceiros certos é crucial para o sucesso do ecossistema. Para serem bem-sucedidos, os executivos devem procurar parceiros que tenham capacidades complementares, um mindset colaborativo, experiência de indústria, relação com clientes e dados relevantes. Devem também clarificar como será feita a partilha da informação e como será medido o sucesso. Uma estrutura de gestão adequada pode minimizar tanto receios como o atrito entre os parceiros.
  3. Organização do ecossistema: O ecossistema pode ser criado e operacionalizado assim que as empresas líderes de mercado e com capacidades distintas se unirem com uma visão e resultados partilhados. O processo envolve planear e testar o design do ecossistema, tal como a sua entrada no mercado. Ecossistemas bem-sucedidos permitem às empresas gerar novo valor para além do que poderiam fazer de forma isolada.

Para saber mais sobre o relatório visite http://www.accenture.com/ecosystems. Pode consultar o estudo, aqui.

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