Lisboa, 25 de janeiro de 2019 – Acaba de ser anunciada a criação da Associação Global para a Igualdade LGBTI, uma nova e ambiciosa colaboração global para acelerar a inclusão de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais (LGBTI). O anúncio foi feito no World Economic Forum, a decorrer em Davos. A Accenture é um dos membros fundadores desta associação de promoção da inclusão.

A discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de género não só viola os Direitos Humanos universais, como também impacta negativamente a economia dos indivíduos, empresas e países a longo-prazo. Um estudo da ONUSIDA de 2017 avalia em 100 milhões de dólares por ano o custo global da discriminação LGBTI.

As empresas devem ter um papel importante não apenas no respeito, mas igualmente na proteção dos Direitos Humanos através da inclusão da comunidade LGBTI nos seus locais de trabalho. Assim, e para avançar com esta agenda, um consórcio de grandes empresas globais (Accenture, Deutsche Bank, EY, Mastercard, Microsoft, Omnicom e Salesforce) juntou-se ao World Economic Forum e lançaram esta iniciativa global destinada a acelerar a inclusão da comunidade LGBTI.

Os Padrões de Conduta LGBTI das Nações Unidas definem os Direitos Humanos e as políticas que devem ser operacionalizadas atualmente nas empresas. A Associação Global para a Igualdade LGBTI irá colocar em prática estes padrões para ajudar as empresas a conseguir alcançar a igualdade e inclusão LGBTI dentro das suas euipas globais. Em 2020, o o projeto terá alcançado:

  • Recrutamento entre 50 a 100 empresas membros do World Economic Forum e a respetiva implementação dos Padrões de Conduta LGBTI.
  • Criação de um quadro de medidas necessárias para que as empresas possam avaliar o alinhamento das suas políticas com os padrões definidos, e que consigam uma melhor compressão do impacto prático destas políticas na comunidade LGBTI.
  • Desenvolvimento de um repositório com as melhores práticas LGBTI e casos de sucesso de empresas de diferentes setores, com o objetivo de partilhar ideias e informação sobre estratégia, políticas e processos efetivos que assegurem que a comunidade LGBTI não seja discriminada na hora de contratar, reter ou promover colaboradores.
  • Incentivar novas colaborações entre setores e as diversas partes interessadas.

A visão do Comité Executivo:

“As empresas envolvidas nesta iniciativa são um exemplo a seguir na hora de defender os direitos da comunidade LGBTQ no contexto laboral, motivo pelo qual apoio os seus esforços em estender a iniciativa a um maior número de players no setor privado, assim como a comprometer-se com a sociedade civil”. – Michelle Bachelet, Alta Comissária dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

“A inclusão LGBTI não é apenas sobre “fazer o correto” de um ponto de vista pessoal, é também um imperativo de negócio, já que todos os CEO reconhecem que uma cultura de igualdade cria confiança, inovação e, em última instância, crescimento de negócio. Como líderes empresariais, necessitamos de criar as bases adequadas a partir do topo, e combiná-las com ações concretas para estimular as redes LGBTI nas nossas empresas e políticas, de forma a assegurar a igualdade em toda a nossa organização. 25% dos nossos colaboradores na Accenture pertencem à nossa rede de aliados LGBTI, mas não podemos atuar por nossa conta. Mais que nunca, agora é o momento para que as empresas dêem um passo em frente”. – Sander Van ‘T Noordende, Accenture Chief Group Executive.

“O Deustche Bank agradece ao World Economic Forum por ter colocado os problemas LGBTI na sua agenda. É, para nós, um orgulho apoiar este trabalho. Acreditamos que, se adotarmos um foco inclusivo em diferentes perspetivas e identidades, podemos chegar a ser mais meritocráticos, atrair e reter uma grande diversidade de talento e tomar melhores decisões de negócio. Todavia, Reconhecemos que ainda há muito trabalho a fazer através dos nossos negócios, instituições e comunidades, somos firmes com o nosso compromisso de fazer a nossa parte. O foco do World Economic Forum consiste em destacar o valor de uma sociedade inclusiva na economia global”. – Karl Von Rohr, Presidente e membro do Conselho de Administração do Deutsche Bank.

“Na EY sentimo-nos honrados por fazer parte dos membros fundadores desta iniciativa e elogiamos o World Economic Forum por fazer da igualdade LGBTI e da inclusão económica uma prioridade. Quando tens uma cultura inclusiva onde toda gente é valorizado da mesma maneira e sente que pode chegar a transformar-se numa melhor versão de si mesmo, podes impulsionar a inovação, resolver desafios complexos e obter melhores resultados. Ao fazer avançar esta agenda em locais de trabalho por todo o mundo, as multinacionais podem criar um efeito dominó que promova a mudança social”. – Beth Brooke-Marciniak, Vice-Presidente Global da EY.

“Na Mastercard estamos centrados em criar uma cultura de dignidade, inclusão e pertença, onde os colaboradores se sintam valorizados e respeitados pela sua diversidade e não apesar dela. Quando se faz o correto, inspira-se paixão e orgulho, o que impulsiona a inovação e a melhoria dos resultados de negócio. Esta associação centra a atenção em ajudar os outros a conseguir a aceitação das suas pessoas, dos seus negócios e do mundo”. – Randal Tucker, Inclusion Chief Officer da Mastercard.

“Há mais de 30 anos que a Microsoft tem trabalhado de forma ativa nos temas LGBTI em nome dos nossos colaboradores de todo o mundo. Aplaudimos a nova Associação Global para a Igualdade LGBTI do World Economic Forum e esperamos poder converter o nosso compromisso em ação para fazer avançar a igualdade onde quer que trabalhemos ou vivemos”. – Brad Smith, Presidente e Legal Chief Officer da Microsoft.

“A Omnicom compromete-se a criar locais de trabalho acolhedores, diversos e inclusivos onde tod Sociedade Civilos os colaboradores, independentemente da sua orientação sexual ou género, se sintam confortáveis e seguros de trazer a melhor versão de si mesmos para o trabalho. Em toda a nossa rede global de consultoras de comunicação e marketing, promovemos a consciencialização, a aceitação e a defesa da comunidade LGBTI, atraindo a comunidade e os seus aliados para criar oportunidades de liderança, visibilidade, participação comunitária, networking e desenvolvimento de negócio. É para nós uma honra ser um dos membros fundadores desta importante iniciativa e construir a base para a aceitação e inclusão mundial da comunidade LGBTI na força de trabalho global”. – Tiffany R. Warren, Vice-Presidente Sénior e Chief Diversity Officer do grupo Omnicom.

“A Salesforce compromete-se a advogar a igualdade a quem esta serve, e acredita que os negócios são uma plataforma muito poderosa para a mudança social. Continuaremos a usar a nossa voz, como temos feito, para defender os direitos LGBTI e sentimo-nos inspirados pelo impacto desta associação. Estamos orgulhosos do World Economic Forum pela sua liderança e dos nossos colegas fundadores por transformarem este tema numa prioridade. Juntos construiremos uma sociedade inclusiva, e impulsionaremos a igualdade”. – Tony Prophet, Chief Equality Officer da Salesforce.

“Segundo o Global Competitiveness Report do World Economic Forum, as sociedades abertas, inclusivas e diretas são também as mais inovadoras, o que traz consigo um grande crescimento económico. Através deste projeto, oferecemos uma plataforma para que os líderes do setor privado possam acelerar o processo de inclusão LGBTI”. – Saadia Zahibi, Membro do Conselho de Administração e Responsável pela Nova Economia e Sociedade do World Economic Forum.

Esta iniciativa faz parte do Centro para a Nova Economia e Sociedade do World Economic Forum em colaboração com a equipa de Sociedade Civil.

Os encontros anuais do World Economic Forum reunem mais de 3.000 líderes políticos, académicos, membros do governo, da sociedade civil, das artes e cultura, e dos meios de comunicação. Convocados sob o tema “Globalização 4.0: Modelar a Arquitetura Global na Era da Quarta Revolução Industrial”, os participantes centraram-se em definir novos modelos de negócio sustentável, assim como sociedades inclusivas num mundo plurilateral. Para mais informação, clique aqui.

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