2 de julho de 2019 – Segundo os resultados de um estudo global da Accenture, os executivos das áreas de negócio e de tecnologia subestimam o potencial disruptivo da tecnologia 5G. Um inquérito a executivos de empresas de grande e média dimensão em 10 países concluiu que 53% dos inquiridos acredita que existem poucas vantagens adicionais que a rede 5G lhes pode trazer face às redes 4G, ao nível da velocidade e capacidade de rede.

Eduardo Fitas, vice-presidente da Accenture Portugal e responsável pela área de Comunicações, Media e Tecnologia, afirma que "o estudo demonstra o desconhecimento que ainda existe sobre o potencial valor que o 5G pode trazer às organizações. Para que este potencial seja desbloqueado, é necessário que as organizações entendam as necessidades do cliente, consigam superar as barreiras de adoção e impulsionem a colaboração entre os fornecedores de serviços, tudo isto trabalhando num modelo de colaborativo num ecossistema que inclua operadores de comunicações, integradores de soluções e fornecedores de equipamentos".

Papel dos fornecedores de telecomunicações

72% dos executivos afirmou ter dificuldade em imaginar futuras possibilidades e utilizações do 5G, sendo que as empresas de telecomunicações são dos principais fornecedores de serviços com os quais os 40% dos inquiridos planeiam associar-se na sua implementação. Contudo, 60% dos executivos identificou existir uma falta de conhecimento por parte dos fornecedores de serviços de telecomunicações acerca dos desafios nas suas indústrias e como o 5G pode aí ser aplicado para inovar.
Os executivos citaram também uma série de barreiras na adoção da rede 5G como, por exemplo, o investimento inicial (36%), a segurança (32%) e a adesão dos colaboradores (29%). Enquanto 78% dos executivos acredita que a utilização do 5G irá tornar o seu negócio mais seguro, 32% tem dúvidas em relação à sua segurança.

Por outro lado, e apesar dos desafios apresentados, os executivos admitem que esta tecnologia pode ter um enorme potencial na criação de vantagens competitivas. 60% dos executivos acredita que a rede 5G irá abranger quase toda a população em 2022 e 70% acredita que as aplicações 5G irão permitir criar novos negócios e novas experiencias no mercado.

Segundo Eduardo Fitas, "a rede 5G irá trazer consigo uma onda de conetividade que abre novas dimensões para a inovação e para o desenvolvimento comercial e económico. Os avanços em áreas como a realidade aumentada, edge computing, os veículos autónomos, o conceito de smart city e outros serão acelerados com o 5G. As empresas de telecomunicações terão um papel fundamental ao dinamizar os ecossistemas de parceiros que, em conjunto, irão desenvolver as soluções necessárias a cada indústria".

Outras conclusões deste estudo:

  • As perceções quanto à rede 5G variam consoante as indústrias, com 53% dos executivos no setor da energia a acreditar que o 5G irá ter um impacto revolucionário com a sua capacidade de chegar a novos lugares, como áreas remotas e inóspitas – em comparação com 41% dos inquiridos.
  • O setor público tem o menor nível de conhecimento sobre a rede 5G. 59% acredita que será 10 vezes mais rápida que a rede 4G, em comparação com 67% de todos os inquiridos. Além disso, apenas 66% dos executivos do Governo, em comparação com 78% do total, acredita que a utilização de 5G para a conetividade no local de trabalho tornará os negócios mais seguros.

Para saber mais acerca da área de Comunicações, Media e Tecnologia da Accenture, assim como sobre as capacidades da rede 5G, aceda aos sites:
https://www.accenture.com/telecoms e http://accenture.com/accelerate5G.

Metodologia

A Loudhouse Research conduziu um inquérito online em nome da Accenture junto de 915 decisores da área de IT e 913 decisores da área de negócio em 12 setores nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Itália, Japão, Singapura, Emirados Árabes Unidos e Austrália. A pesquisa e modelação de dados relacionados quantificam as perceções sobre o conhecimento do setor e profissionais sobre a rede 5G e o seu potencial impacto nos negócios e nas suas vidas respetivamente. Os inquéritos online foram realizados entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

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