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NOTÍCIAS


Revolução de competências

Luis Pedro Duarte
Managing Director Accenture Strategy

A Era Digital que atravessamos e na qual nos envolvemos mais profundamente a cada dia que passa, coloca, em paralelo, desafios crescentes à liderança empresarial. Os presidentes das empresas, para manterem a liderança, devem promover uma revolução de competências entre os seus colaboradores para conseguirem desbloquear o potencial da Era Digital. É nesse sentido que aponta o estudo global da Accenture Strategy, "Harnessing Revolution: Creating the Future Workforce - Today".

De acordo com este estudo, os líderes empresariais devem ter a preocupação de colocar as suas pessoas em primeiro lugar e no centro do processo de mudança para criarem a força de trabalho do futuro. Para potenciar a força de trabalho do futuro deverão ser desenvolvidas competências como a liderança, o sentido crítico e a criatividade, a par da inteligência emocional. Serão as competências verdadeiramente humanas que se revelarâo determinantes para as organizações atingirem um desempenho superior, alavancando o melhor da tecnologia para desenvolver, e não eliminar, as pessoas.

De acordo com o estudo da Accenture Strategy, os trabalhadores estão conscientes e optimistas face aos desafios que se colocam: 64% reconhece que o ritmo da transformação das exigências do trabalho está a aumentar fruto dos avanços tecnológicos, e 87% projecta que, nos próximos cinco anos, essa transformação terá um impacto positivo na sua experiência de trabalho. E em todo este processo, o papel dos líderes das empresas é determinante, uma vez que têm a responsabilidade de formar as suas equipas, assumindo-as como uma prioridade estratégica para os negócios.

Para tal, três vias são apontadas: acelerar a requalificação dos colaboradores, redefinir o trabalho para desbloquear o potencial humano e reforçar o pipeline de talento desde a sua origem. A primeira leva a que, do topo à base, os presidentes das empresas devam investir no desenvolvimento de competências inerentemente humanas. Para tal, será necessário alargar o esforço a todos os níveis da organização, bem como criar uma cultura de aprendizagem contínua como um "novo normal". Neste esforço, as organizações irão beneficiar do interesse e motivação dos colaboradores em investir, também eles, parte do seu tempo a desenvolver as novas competências.

Para desbloquear o potencial humano, o trabalho terá de ser redefinido através da criação de oportunidades de emprego com maior flexibilidade e variedade de funções, satisfazendo as necessidades dos colaboradores. Por último, reforçar o pipeline de talento desde a sua origem é cada vez mais um imperativo. O risco de não perseguir este objetivo poderá ser incomportável - a escassez de talento em algumas áreas pode impactar negativamente a produtividade das organizações. Os presidentes de empresas devem analisar soluções de longo prazo, tais como a colaboração com o sector da educação para criar novos planos de formação que desenvolvam competências relevantes para os futuros colaboradores.

(Forbes Portugal | 01/03/2017)