Em resumo

Em resumo

  • Durante uma crise como a da COVID-19, as pessoas procuram nos seus líderes compaixão, preocupação e confiança para conduzir a organização para o futuro.
  • Com base nos nossos dados, encontrámos necessidades físicas, mentais e relacionais que os colaboradores revelam.
  • Partilhamos um lista de ações a serem tomadas pelos executivos junto dos seus colaboradores.


Liderar durante a COVID-19

Uma liderança tem agora um significado ainda mais profundo, uma vez que colaboradores e clientes se encontram num ambiente desconhecido e em constante mudança. A COVID-19 já alterou a forma como vivemos e trabalhamos, com grande impacto. Liderar com compaixão e preocupação com os colaboradores e comunidade é mais importante que nunca.

Praticamente todas as organizações estão ainda a determinar como vão mudar a forma de trabalhar, tanto no curto como no longo prazo. Porém, a rapidez é essencial, num momento em que colaboradores e comunidades tentam manter os níveis de produtividade, enquanto adaptam o seu quotidiano.

Estamos a ajudar Chief Human Resources Officers, CEOs e administrações a gerir os desafios da liderança nesta nova realidade. Partilhamos algumas conclusões globais do estudo da Accenture, que abrangeu mais de 15.600 colaboradores, de 10 países e 15 indústrias. O nosso estudo revela o que os colaboradores precisam da liderança em três áreas: física, mental e relacional. Estas necessidades crescem em tempos de crise. Os líderes que conseguem corresponder a este aumento, vão construir níveis altos de resiliência e potenciar nos seus colaboradores a capacidade de adaptação e envolvimento nos momentos difíceis.

Estas necessidades dos colaboradores existem sempre, mas crescem em momentos de crise.

O que necessitam as pessoas

A confiança na liderança é sempre importante. Agora é ainda mais.

Resumindo numa única mensagem: Os colaboradores buscam confiança nos líderes. E vão confiar, se sentirem que a liderança se preocupa com cada indivíduo, com a comunidade e com a humanidade no seu todo.

Para além de preocupação, os líderes devem mostrar que têm um plano. Não precisam de saber tudo, mas devem ser transparentes nos motivos das suas decisões. Uma liderança capaz de responder proativamente, e não reagir, está no caminho certo para ajudar as pessoas nestes períodos complicados.

A capacidade dos líderes em corresponder às necessidades físicas, mentais e relacionais dos colaboradores, é a essencia da confiança. Apesar de todas terem igual importância, há uma ordem na qual as necessidades fazem maior diferença.

10 ações que os executivos podem tomar de imediato

  1. Reunir as tropas. Desenvolver um centro de planeamento e ação multidisciplinar de líderes.  Reunir feedback de todas as áreas da organização e de todos os tipos de colaboradores.
  2. Aliviar as pessoas de todas as tarefas e trabalhos desnecessários. Num momento em que as pessoas estão preocupadas com as necessidades básicas e salários, focar os recursos é fundamental.
  3. A liderança responsável é uma formula vencedora. Use-a.  Educar e treinar os líderes nos cinco elementos: inclusão de stakeholder, emoção e intuição, missão e propósito, tecnologia e inovação, e inteligência e visão.
  4. Não pensar em hierarquias. Se não costumam trabalhar em equipas ágeis e multifuncionais, é o momento de começar. Não se conseguem resultados sem partilha de funções.
  5. Potenciar a liderança de pessoas com compaixão e preocupação.  Os colaboradores vão recordar quem são os líderes neste momento difícil. Devem ser escolhidas pessoas inteligentes, mas também com compaixão e preocupação pelo próximo.
  6. Incluir o propósito e valores da organização em cada comunicação e iniciativa.  Partilha de propósito e valores é a razão do sentimento de pertença dos colaboradores, e o que necessitam neste momento. Devido à quarentena e distanciamento social, os colaboradores precisam desse envolvimento.
  7. Contar uma história, não transmitir apenas dados. As pessoas dão maior significado e melhor resposta a histórias e analogias, em períodos de grande stress e incerteza. O que precisam em última instância, são as conclusões da história.
  8. Conduzir a liderança rumo a uma comunicação consistente.  Estabelecer uma forte política de comunicação, incluindo definição de regras e de tom. Todos os líderes da organização devem estar alinhados.
  9. Vai ser sempre necessário dotar pelo menos uma parte da workforce de capacidade para trabalhar à distância.  Chegou o momento. As crises nunca são um momento de implementar novas forças de trabalhar, mas esta pandemia não dá hipotese a muitas organizações. Antes da pandemia, o nosso estudo sobre workforce revelou que menos de um terço dos colaboradores eram capazes de tirar todo o partido da tecnologia para executarem efetivamente as suas funções. Este é o momento para acelerar a colaboração homem-máquina e apoiar as pessoas na transição para metodologias digitais de trabalho.
  10. Não deixar que a crise de Hoje limite o avanço para Amanhã.  Reservar duas horas por dia para focar em como levar a organização e a workforce para o futuro. Pode parecer que se está a ignorar o urgente, mas duas horas, bem utilizadas, vão ajudar a mover a organização para além das urgências e preparar o futuro.

Os conteúdos serão atualizados regularmente, à medida que a situação for evoluindo. Mantenha-se atento.

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