O QUE PENSAMOS


Três maneiras de escapar do purgatório dos pilotos

David Boycott
Strategy Director – Bow and Arrow, part of Accenture Song
13 September 2021
Todo líder empresarial já ouviu a lenda da ideia fracassada. Cada história é um pouco diferente, mas o enredo básico é o mesmo: uma empresa investe dinheiro, tempo, tecnologia e poder mental na próxima grande novidade e a ideia simplesmente fracassa, espetacularmente, quando chega ao mercado. Esses fracassos são dolorosos, constrangedores e estrondosos.

Mas há outra história que está se desenvolvendo de forma mais silenciosa nas grandes empresas: a tragédia do projeto de inovação sem futuro. Você a conhece: os pilotos que estão definhando no purgatório em algum lugar entre um conceito e um MVP (Produto Mínimo Viável), esperando o dia em que possam seguir em frente. Para alguns pilotos, esse dia nunca chegará. O impacto é menos óbvio, mas igualmente devastador. Esses projetos fazem mais do que drenar capital e impedir o crescimento; eles podem esmagar os espíritos de seus melhores e mais brilhantes talentos.

Existem muitos motivos pelos quais os projetos ficam presos no purgatório dos pilotos. Nesta postagem do blog, vamos explorar três causas comuns e sugerir algumas maneiras de superá-las, para que você possa transformar ideias, de maneira confiável e constante, em novas fontes de crescimento.

1. Certifique-se de que os pilotos tenham um propósito

Quando meus clientes lutam com uma série de pilotos que não vão a lugar nenhum, minhas primeiras perguntas são: "qual é o objetivo de cada piloto?" e "como você saberá se cada piloto obteve sucesso?"
O objetivo de um bom piloto é validar suposições, por isso, é vital ter clareza sobre quais são essas hipóteses.
Depois de dedicar um tempo para entender e determinar exatamente as suposições que está tentando validar com cada piloto, você pode projetar a abordagem certa. Você pode descobrir que esse processo o ajuda a criar pilotos mais enxutos e focados, e que algumas suposições essenciais podem ser provadas ou refutadas antes de se comprometer com um investimento maior.

2. Resista à tentação de “Fazer Você Mesmo”

Outro fator que contribui para o purgatório dos pilotos é a tentação de construir do zero. Quando seu piloto exige que você desenvolva algo que está fora da competência central de sua empresa. Construir tudo sozinho pode atrasar ou paralisar seu piloto.

Quando bem projetada, a abordagem de parceria certa pode ajudá-lo a aprender mais rápido. Unir forças com uma empresa com experiência em uma determinada área também pode permitir que você escale seu produto ou serviço com mais facilidade e rapidez, o que é essencial para garantir que consiga capturar a oportunidade antes que outra pessoa o faça. Muitas empresas nativas digitais alavancaram parcerias de sucesso, com o objetivo de se moverem mais rapidamente. Em vez de construir a sua tecnologia do zero, elas reúnem os serviços em nuvem existentes, o que libera tempo e recursos para se concentrar nas partes de seus negócios que as diferenciam.

Hoje em dia, existe todo um ecossistema de parceiros que pode ajudá-lo a atingir seus objetivos. Procure parceiros que tenham os recursos de que você não tem - por exemplo, a tecnologia certa, uma base de clientes existente, conhecimentos regulatórios. É importante estruturar o seu relacionamento para garantir que haja incentivo e riscos equilibrados, de ambos os lados, e conduzir o processo de parceria para que o nível de envolvimento corresponda à escala do piloto - por exemplo, use uma integração mais leve para um piloto curto ou focado.

3. Saiba para onde você vai e traga as pessoas nessa jornada

Uma das razões mais comuns pelas quais as ideias definham em grandes organizações é talvez a mais triste. Já vi muitas ideias boas e bem validadas morrerem lenta e dolorosamente nas mãos de mal-entendidos internos e desalinhamento.

Talvez as partes interessadas não vejam como a ideia se encaixa nas metas de crescimento da organização ou se preocupem com a possibilidade de canibalizar uma parte existente da empresa. E às vezes as preocupações são ainda mais profundas: as pessoas não estão convencidas de que a ideia funcionará e têm muito medo do fracasso para levá-la adiante.

Muitos mal-entendidos internos podem ser mitigados de duas maneiras. Em primeiro lugar, é fundamental definir claramente o objetivo do piloto e o caminho para escalar. O objetivo final é criar um newco? Em caso afirmativo, como será financiado? A intenção é incorporá-lo em um negócio existente? Se sim, como você vai alimentar a sua escala? E quem você precisa envolver no processo?

Assim que você tiver certeza do que deseja alcançar e de quem precisa envolver, é hora de incorporar esses players em todo o processo piloto – desde o estabelecimento de metas até a validação e a experimentação – e fornecer visibilidade às pessoas em todos os níveis da organização, com o progresso claramente mapeado com os seus objetivos originais. Esta colaboração contínua ajuda a prevenir a síndrome do "não foi inventado aqui", em que mesmo os pilotos de sucesso acabam morrendo, porque as pessoas necessárias não foram incorporadas na jornada.

Quanto à superação do medo generalizado do fracasso, muitas vezes, depende de fornecer às pessoas segurança psicológica para resolver grandes problemas de novas maneiras. Frequentemente, ouvimos falar de “falhar rápido”, mas acho que o verdadeiro segredo é aprender rápido. Você pode começar a jornada estabelecendo uma abordagem iterativa e experimental, e usando-a para orientar o progresso de sua equipe e se comunicar com seus parceiros de negócios. Reformular a pergunta de “o piloto funcionou ou não?” para “o que mudou desta vez e como podemos ajustar nosso experimento para obter melhores resultados na próxima vez?” ajudará as pessoas e parceiros de negócios a se concentrarem no que é importante – no crescimento.

Ideias são baratas, mas para cada ideia que tem um bom resultado no teste, dez não funcionam no mercado. Ter a mentalidade e a estrutura para permitir que os pilotos mostrem, continuamente, os fatos é o que acabará por produzir novas fontes de crescimento, agora e no futuro.

Para saber como você pode liberar suas ideias que estão no purgatório dos pilotos e impulsionar o crescimento sempre ativo, entre em contato conosco.

David Boycott é Diretor de Estratégia da Bow & Arrow, parte da Accenture Interactive.

Mude tão rápido quanto seus clientes. Mude a forma como você cresce.

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