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PERSPECTIVAS


A evolução do e-marketplace

Flávio Alves aborda como o e-marketplace pode ajudar empresas de recursos naturais a aprimorar seus processos de compras
Flávio Alves
Flávio Alves
Diretor Executivo
Recursos Naturais

Accenture
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Como o e-marketplace pode ajudar as empresas de recursos naturais na melhoraria de seus processos de compra?
O e-marketplace, ou mercado virtual, é basicamente uma plataforma B2B para empresas e fornecedores. O conceito existe há algum tempo e já foi usado em vários setores para sincronizar empresas e fornecedores. A plataforma e tecnologia digital do e-marketplace de hoje — apoiada por sistemas cognitivos, analytics avançados e uma camada de serviços customizada — evoluiu muito.

Além de conectar as organizações umas as outras, ela também pode apoiar todo o ciclo das atividades de gestão de fornecedores, desde cotações e pedidos até faturamento, logística, pagamentos e gestão de desempenho de fornecedores. São funcionalidades essenciais para empresas de mineração, metais e demais recursos naturais, uma vez que o setor tende a investir pouco em processos de Procurement. Isto significa que companhias deste segmento – e fornecedores – têm muito a ganhar com essas melhorias.

Por que as empresas de recursos naturais não investiram mais em suas atividades de Procurement?
Quando os executivos estudam investimentos na função de Procurement, geralmente pensam em termos de melhorias operacionais — em formas para tornar os processos mais eficientes e aumentar a produtividade. Neste contexto, a automação e otimização podem criar economias significativas. Em nosso trabalho com clientes, por exemplo, podemos ajudar na economia de 30% até 50% do orçamento operacional deste departamento. Este valor é, por outro lado, uma parte relativamente pequena dentro do cenário geral e normalmente representa apenas 2% ou menos dos gastos totais com Compras. Como resultado, os executivos veem os investimentos em melhorias em processos como uma ação de impacto relativamente baixa do ponto de vista de uma empresa. Entretanto, o verdadeiro retorno vem de olhar para além do orçamento operacional para que consigam economias muito mais amplas.

De que tipo de benefícios estamos falando? O que as empresas podem esperar?
As empresas de recursos naturais precisam pensar a respeito de melhorias de impacto. Elas permitem que o Procurement aborde os gastos corporativos gerais tanto em produtos quanto em serviços. Por exemplo, com base em nossa experiência, o Orçamento Base Zero e a gestão de custos de ciclo fechado têm potencial para reduzir os gastos entre 20% e 30%. Vemos também que as empresas podem, muitas vezes, aumentar as economias cinco vezes mais com especialistas da categoria, inteligência de mercado e conformidade em ciclo fechado. Elas podem também conseguir uma economia adicional de três pontos percentuais por meio de melhorias no capital de giro e redução de perdas com pagamento.

De que forma o e-marketplace viabiliza esses tipos de esforços de melhoria?
À medida que as tecnologias de e-marketplace evoluíram, englobaram cada vez mais funcionalidades. Agora, essas plataformas fazem muito mais do que simplesmente aumentar a eficiência das interações empresa-fornecedor. Elas mudam o relacionamento entre uma empresa e seus fornecedores e abre as portas para lidar com despesas gerais.

Este ambiente, por exemplo, oferece à empresa maior visibilidade dos fornecedores e seu desempenho e ajuda na negociação de descontos por volume e contratos mais favoráveis. As plataformas de hoje proporcionam também uma extensa gama de ferramentas para colaborar com os fornecedores em áreas como planejamento de demanda e gestão de cadeia de suprimentos. Funcionalidades de autoatendimento e portais corporativos de Procurement ajudam a manter as compras alinhadas aos contratos. E, com mais informações fluindo por meio da plataforma, fica mais fácil usar ferramentas de analytcs e de suporte à decisão e desenvolver uma melhor compreensão das despesas e dos fornecedores.

Não é exagero dizer que as plataformas e tecnologias digitais transformam a forma como as organizações de Procurement fazem negócios.

De que forma você acredita que isso impactará as empresas de recursos naturais no futuro?
Conforme o uso da tecnologia digital aumentar nos próximos três ou quatro anos, os e-marketplaces podem ter um impacto significativo sobre Procurement. Por exemplo, é provável que isso resulte em organizações que apresentam áreas menores, com melhor eficiência de custos e que operem com orçamentos menores – cerca de um terço do tamanho do valor de hoje. Ou então, o uso da automação e sistemas cognitivos tendem a aumentar consideravelmente a conformidade com contratos e políticas, isso eleva essa conformidade para a faixa dos 98%. Ferramentas de analytics também terão um papel cada vez maior, já que praticamente todos os dados de gastos de uma empresa passam pelo e-marketplace. Isso pode viabilizar percepções mais detalhadas sobre gastos e desempenho e promover melhorias contínuas nos esforços para o controle de custos.

No geral, você pode pensar no e-marketplace como um viabilizador da empresa virtual integrada, com uma plataforma que permite controle total de relacionamentos e estreita cooperação com fornecedores. À medida que isto ocorre, este ambiente terá o potencial para revolucionar a função de Procurement.

Além do seu papel na prática de mineração da Accenture, você teve um papel ativo no programa “Exceed.Inn”, inciativa promovida pela empresa no Brasil. Pode nos falar sobre este novo programa?
Estou muito animado com o programa Exceed.In (Executive Education for Innovation), que foi lançado em julho do ano passado como um componente importante da estratégia de inovação da Accenture no Brasil. O programa tem como objetivo treinar e preparar nossos executivos para a nova era digital. Apresenta temas como mentalidade de inovação, empreendedorismo, inovação aberta, novas tecnologias e novas metodologias como Design Thinking, Agile e DevOps.

Temos mais de 500 módulos on-line que oferecem aprendizado contínuo a qualquer hora e em qualquer lugar. Provavelmente, entregaremos mais de 15 mil horas de aulas em treinamentos presenciais neste ano fiscal. O retorno sobre o programa tem sido muito positivo e planejamos expandi-lo para outros países da América Latina. A iniciativa nos permite fortalecer nossa habilidade de ajudar os clientes a alavancarem a tecnologia digital e levar a inovação em suas organizações.