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INSPIRAÇÃO


Desafios transformadores

Vanessa Lobato, Vice-presidente de Recursos Humanos do Santander.


Vanessa Lobato, Vice-presidente de Recursos Humanos do Santander, revela como os desafios do dia a dia contribuíram para ser a pessoa que é hoje: corajosa, apaixonada pelo trabalho e sempre pronta para fazer o seu melhor.

Há mais de 20 anos, você atua no segmento financeiro. De que forma este ambiente contribuiu para que você seja quem você é hoje?
Este é um ambiente provocador, dinâmico e veloz. São desafios diários e diferentes e isso contribuiu para que eu não tivesse medo e me tornasse a pessoa que sou hoje, uma pessoa que ama o que faz e quer sempre fazer o melhor, seja onde for.

Você consolidou sua carreira na área de Varejo do Santander, mas aceitou assumir a área de Recursos Humanos do banco. O que – ou quem – lhe motivou nesta decisão?
O desafio. Sou uma pessoa movida a eles e este se mostrou enorme. Esse convite já tinha acontecido outras vezes, até em outro banco, mas eu sempre relutei porque fazia algo que gostava e apreciava muito. Mas o último convite foi muito desafiador, era para assumir o RH do Santander, os outros eram para comandar áreas dentro do RH. Eu estava numa zona de conforto muito boa, gostosa, tudo dominado, mas resolvi mudar. Na época, eu me reportava ao José Paiva, vice-presidente executivo sênior do Banco, e isso me ajudou, eu sabia que tinha uma pessoa ali que podia contar, alguém experiente. Lógico, que o coração ficou apertado, deu frio na barriga, era um projeto de alto risco para ambas as partes, mas avaliei que era hora de dar uma guinada na minha carreira e hoje estou muito feliz pela escolha que eu fiz.

Como você lida com o medo e riscos de uma maneira geral?
O medo acabou sendo um motivador para mim. Brinco que quando vim para o RH, de cada 10 perguntas sobre a área, eu não respondia nove, e uma eu tinha dúvida. Tive medo de não dar certo, mas como sou corajosa, fui em frente. Transformei o medo em aliado. Eu cheguei na área muito livre para perguntar, o desconhecimento me ajudou, você não tem vícios e este olhar novo sobre as coisas ajuda a construir.

Na sua visão, estamos próximos ao momento de termos mais mulheres em cargos de liderança no Brasil?

Sim. Existe um interesse global por mais mulheres em cargos de liderança. Aqui, no Santander, 60% dos funcionários são mulheres, nossa presidente mundial é mulher. Nosso papel agora é estar atento a mulheres na liderança, é neste ponto que vamos fazer a diferença. Temos tantas mulheres na base, mas na liderança a proporção é menor. Esse é o nosso papel, o RH pode e deve impulsionar. Devemos ficar atentos e agir, sem abrir mão da meritocracia.

"Transformei o medo em aliado. Eu cheguei na área muito livre para perguntar, o desconhecimento me ajudou, você não tem vícios e este olhar novo sobre as coisas ajuda a construir."