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ÚLTIMOS ESTUDOS


CEO Briefing Portugal 2015: Perspetivas económicas e estratégicas dos executivos portugueses

Em parceria com The Economist

APRESENTAÇÃO

O estudo CEO Briefing 2015, realizado pela Accenture Strategy em parceria com o The Economist Intelligence Unit, traduz a perspetiva dos executivos portugueses e dos homólogos da Europa Ocidental sobre a evolução da economia e o respetivo impacto nas suas organizações. De entre os mais de 1.400 executivos de topo inquiridos, de 32 países e 25 indústrias, encontram-se 50 portugueses.

O estudo foca-se na estratégia de expansão e de investimento das empresas portuguesas, bem como nos seus principais desafios futuros. Por fim, tenta compreender qual estratégia digital das empresas portuguesas e quais os principais desafios trazidos pelas tecnologias digitais.

A grande maioria dos inquiridos mostra-se confiante em relação ao futuro dos seus setores e das suas organizações, no entanto referem estar atentos à evolução da economia mundial e do seu país e ao crescimento da concorrência.

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PRINCIPAIS MÉTRICAS

O nível de otimismo em relação à economia mundial é baixo, já que apenas 14% dos inquiridos acredita numa evolução favorável. Este valor surge em oposição a 72% dos homólogos da Europa Ocidental que estão confiantes na melhoria da economia mundial.

A expectativa de evolução da economia local é semelhante, uma vez que apenas 24% dos inquiridos portugueses se mostra otimista, face a 74% dos pares da Europa Ocidental. 

No entanto, o futuro das organizações é visto com otimismo, sendo que 96% dos inquiridos esperam aumentar receitas e lucros, 78% preveem reduzir custos e 72% contam aumentar a sua força de trabalho. As principais alavancas de competitividade apontadas pelos executivos portugueses são a redução de custos (54%), a entrada em novas indústrias (46%) e a melhoria do serviço ao cliente (42%). Os homólogos da Europa Ocidental elegem a inovação como sendo a principal alavanca de competitividade (54%). 


Perspetivas para o futuro das organizações em Portugal

O aumento do volume de investimento é um dos objetivos das organizações em Portugal. Concretamente 89% dos executivos entrevistados contam aumentar o seu investimento total, nomeadamente em infraestruturas físicas (92%) e em tecnologias (86%). O investimento em expansão será maioritariamente direcionado aos mercados locais através de estratégias de crescimento orgânico (88% dos entrevistados).

O aumento da concorrência não constitui uma preocupação para mais de metade dos executivos inquiridos (53%), o que contrasta com a opinião dos pares da Europa Ocidental que acreditam que a concorrência é um fator a considerar (80%).

A estratégia digital atual das empresas em Portugal prioriza o aumento da eficiência e a redução de custos (62% dos executivos inquiridos). No entanto, os executivos portugueses indicam como principal desafio do digital a satisfação das necessidades dos clientes (30% dos entrevistados). Na restante Europa Ocidental, o foco da estratégia digital das organizações foca-se na criação de novas oportunidades de crescimento e de novas formas de chegar ao cliente (71%). Os executivos portugueses pretendem, no entanto, investir futuramente em digital.

Alavancas de competitividade identificadas pelos executivos portugueses


CONCLUSÕES

O otimismo dos executivos portugueses em relação ao futuro das suas organizações é contrastante com as suas expectativas de evolução da economia local e mundial. Este otimismo é potenciado pela previsão de aumento das receitas, do lucro e da força de trabalho. Este aumento de performance ocorrerá também através da redução dos custos, que é referida como sendo a principal alavanca de melhoria da competitividade das organizações. 

A estratégia de investimento das empresas em Portugal vai caracterizar-se, em termos operacionais, pelo aumento do volume de investimento maioritariamente em infraestruturas físicas e em tecnologias. Quanto à sua expansão, o investimento vai centrar-se em estratégias de crescimento orgânico nos mercados locais, através de modelos totalmente controlados.

Relacionadas com a atual conjuntura macroeconómica, as principais preocupações dos executivos portugueses são a volatilidade do preço das commodities, as restrições regulatórias e o aumento do protecionismo nas respetivas indústrias. Como tal, mais de metade não espera um aumento significativo da concorrência enfrentada.

A estratégia digital das empresas portuguesas tem-se centrado no aumento da eficiência dos processos e na redução de custos, por oposição à criação de novas oportunidades de crescimento e de novas formas de chegar ao cliente. No entanto, os executivos portugueses acreditam que o digital irá ajudar as suas organizações a satisfazer as necessidades dos clientes e a aumentar a agilidade operacional das organizações.

A evolução da performance das organizações portuguesas é vista com otimismo, esperando-se aumentos de receitas e de lucros e uma maior eficiência na estrutura de custos. O investimento irá também aumentar, tendo a eficiência operacional e expansão orgânica nos mercados locais como principais focos. O digital assume um papel cada vez mais relevante a nível estratégico para o atingir destes objetivos e aumento da competitividade das organizações..

 

Contactos

Luís Pedro Duarte

Managing Director
Accenture Strategy

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