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Technology
Vision - AMPLIFYOU

Durante anos, assistimos à disrupção da tecnologia no nosso mundo. Desde a chegada da internet até aos smartphones, nas últimas três décadas as pessoas mudaram a forma como trabalham e vivem para se adaptarem a cada nova tecnologia que surgiu. Hoje, as mudanças continuam à nossa volta, mas de forma cada vez mais rápida. Porém, de uma forma crescente, as pessoas já não se adaptam à tecnologia - é a tecnologia que se adapta às pessoas. De facto, sempre que uma experiência é personalizada, ou quando a tecnologia antevê as necessidades das pessoas, estamos a ser colocados no comando para que os nossos desejos sejam percebidos.

A medida .que a tecnologia se torna mais sofisticada, deixa de ser a tecnologia a levar à mudança, para sermos nós próprios. Desta forma, estamos a utilizar a tecnologia para a disrupção de nós mesmos. A revolução digital que enfrentamos actualmente não se traduz numa tomada do controlo por parte dos robôs, mas sim numa era de fortalecimento do papel das pessoas na sociedade, onde as tecnologias serão desenvolvidas para complementar-nos, e não nos substituir. Nunca mais nos iremos questionar sobre como os últimos avanços mudarão a nossa vida; somos nós próprios que iremos desenhar o mundo para se ajustar às nossas necessidades.

No trabalho, colaboramos com a inteligência artificial (IA) e com máquinas para conseguirmos fazer melhor o nosso trabalho. Utilizamos comunicações sofisticadas e tecnologias colaborativas para trabalhar com colegas do outro lado do mundo, independentemente de serem humanos ou não, e sabendo que muitos deles nunca iremos conhecer. Vemos também organizações a estabelecer parcerias com concorrentes usando plataformas tecnológicas para criarem novos projectos.

As indústrias que pareciam impossíveis de serem digitalizadas estão a mudar com os impactos da IA, IoT e Big Data Analytics, o que pode trazer um impacto muito positivo para a sociedade. Não são apenas os negócios que estão a ser transformados; a tecnologia está também a dar mais capacidade às pessoas. Temos assim, uma verdadeira cultura viva, onde tecnologias como o Periscope e o Facebook Live permitem que qualquer pessoa possa fazer a sua transmissão ou ligar-se a qualquer momento - nos seus próprios termos.

A era digital não está apenas a dar-nos novas ferramentas. Podemos prever um futuro onde a capacidade quase ilimitada da computação quântica irá solucionar problemas difíceis com novos contornos e em múltiplas indústrias, ou onde robôs e IA trabalham lado a lado com pessoas em diferentes áreas, e assim transformar o Mundo de ^ uma forma como nunca antes foi possível. E com esta profunda mudança, as empresas terão a oportunidade de estabelecer o seu lugar na próxima evolução da sociedade.

A TECNOLOGIA AINDA É A RESPOSTA

A tecnologia tem capacitado as pessoas ao longo da história, desde a imprensa escrita até aos smartphones. Agora, estamos a usar a tecnologia de uma forma diferente e não apenas a integrá-la nas nossas vidas. À medida que a tecnologia se torna exponencialmente mais sofisticada, passamos a humanizar a tecnologia em si mesma. Se pensarmos na tecnologia que usamos hoje comparada com a que usávamos apenas há uns anos: é cada vez mais interactiva, com ecrãs tácteis, realidade combinada e com o processamento de linguagem natural e, portanto, cada vez mais parecida connosco.

A tecnologia avançada é agora capaz de aprender, com recurso a análise contextual e reconhecimento de imagens, tornando-se cada vez mais humana. E, talvez o melhor de tudo, a tecnologia pode agora adaptar-se constantemente aos nossos desejos e necessidades. Esta tecnologia mais humanizada está a demonstrar os seus resultados, tanto na força de trabalho como na relação com os clientes. É desta forma que as empresas vão fazer crescer o seu papel na vida das pessoas e estabelecer o seu lugar no futuro da sociedade: por serem mais do que apenas um fornecedor de produtos e serviços.

Com uma tecnologia que realmente responde às pessoas, com base nos seus desejos e necessidades, as empresas podem tornar-se verdadeiras parceiras. Como a tecnologia está a alinhar-se ao que pretendemos, e até a interagir connosco de forma naturalmente mais humana, está a transformar o mundo num lugar "mais humano". Ao invés de serem as máquinas a definir o nosso mundo, são as pessoas que estão na liderança. A tecnologia está a proporcionar um potencial sem precedentes, que está a moldar as nossas vidas, as nossas indústrias e a nossa sociedade para atender às nossas necessidades. O que poderia ser mais humano do que isso?

RELAÇÕES DE PARCERIA

As empresas estão a capacitar as pessoas através da tecnologia, tirando partido de oportunidades cada vez maiores e mais dispersas. O potencial da hiper personalização que a tecnologia agora possibilita, impulsiona os objectivos tanto ao nível industrial como ao nível dos indivíduos. As empresas digitais líderes já estão a começar o seu caminho com objectivo de fazer grandes jogadas. A Philips, por exemplo, está a procurar transformar os cuidados de saúde numa experiência abrangente e conectada, que acompanha e está acessível durante toda a vida das pessoas.

O sucesso destas empresas passará pelo foco da sua tecnologia nas necessidades das pessoas, dando uma resposta humana e ajudando-nos nos nossos objectivos pessoais. Aos olhos dos pacientes, os cuidados médicos conectados não são uma melhoria apenas pela tecnologia em si mesma. A personalização da tecnologia permite aos indivíduos controlarem a sua própria saúde, numa indústria que há muito é associada a interacções impessoais e tempos de espera irrazoáveis.

Através de apps e dispositivos conectados integrados na vida das pessoas, há empresas que estão a permitir que médicos e enfermeiros estejam ao lado de cada paciente, estabelecendo uma relação mais próxima e mais pessoal ainda que proporcionem cuidados abrangentes - não são apenas reactivos. Ao capacitar as pessoas com tecnologia mais humana, as empresas vão transformar a sua relação de fornecedor para parceiro.'" Através deste processo,as organizações também se irão transformar internamente.

Ao ajudar as pessoas a atingir os seus objectivos, estas novas parcerias ajudarão as empresas a cimentar um lugar na evolução da sociedade. Assim, o caminho para a liderança está na relevância das pessoas, numa escala global e individual. Para um negócio se tornar num verdadeiro parceiro para as pessoas - tanto para clientes como para colaboradores - terá de o fazer a partir da tecnologia. Haverá grandes desafios ao longo deste caminho, a começar pela relação de confiança: apenas metade do público diz que confia nas empresas para fazer o que é correcto, com uma percentagem ainda menor a considerar os líderes empresariais como uma fonte de informação credível.

EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

SE PENSARMOS NA TECNOLOGIA QUE USAMOS HOJE COMPARADA COM A QUE USÁVAMOS APENAS MÁ UNS ANOS: É CADA VEZ MAIS INTERACTIVA, COM ECRÃS TÁCTEIS, REALIDADE COMBINADA E COM O PROCESSAMENTO DE LINGUAGEM NATURAL E, PORTANTO, CADA VEZ MAIS PARECIDA CONNOSCO

Para que as pessoas valorizem estas novas parcerias, as empresas devem trabalhar para ganhar e manter a confiança em cada interacção - e a melhor maneira de o fazer é colocar o poder nas mãos de clientes e colaboradores. Transformar o relacionamento com as pessoas nesta era digital significa mudar a relação que as empresas têm com a tecnologia. Se as empresas querem ser parceiras, utilizando a tecnologia para capacitar os indivíduos, então o objectivo é projectar a tecnologia para estar do lado das pessoas. No entanto, para que isto se torne possível, é necessário que as organizações repensem os seus modelos de negócio e a sua relação com clientes e colaboradores.


ADAPTAR A TECNOLOGIA ÀS PESSOAS

O primeiro pilar para uma parceria é a concepção de tecnologia que funcione para as pessoas, e não por causa delas. Ou seja, significa colocar um fim às ferramentas tecnológicas que só são desencadeadas para forçar clientes e colaboradores a aprender e a adaptarem-se a elas. A nova força da tecnologia está na crescente humanidade. As ferramentas com que interagimos aprendem com essas trocas e adaptam-se a futuras interacções, tornando a experiência de utilização ainda mais humana. Esse é o primeiro passo para capacitar as pessoas -disponibilizar tecnologia que interaja com elas.


ALINHAR AS METAS AOS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS

Para usar estas novas tecnologias customizáveis, as empresas devem adoptar as metas de cada pessoa como as suas próprias metas. Esta é uma mudança radical para as empresas que há muito tempo procuram maximizar cada oportunidade de lucro: da perspectiva analógica do negócio, a relação ideal é aquela em que toda interacção com o cliente resulte numa venda imediata. Esta relação é tão forte como a necessidade do cliente por produtos e serviços. Uma parceria, pelo contrário, é muito mais poderosa - e duradoura.

Para se tornarem num verdadeiro parceiro, as empresas terão de mudar o seu pensamento e substituir os objectivos de venda imediata do passado, pelos mesmos objectivos que os clientes e os colaboradores têm para si. Desta forma, as regras do jogo mudam: quanto mais objectivos as empresas ajudarem as pessoas a alcançar, mais confiantes estas estarão na parceria, o que fará com que a relação se torne mais forte em cada interacção. Quando é claro que uma empresa quer realmente ajudar as pessoas, será colocada em primeiro lugar para as pessoas atingirem os seus objectivos. Quando as pessoas têm sucesso, também a empresa terá.


AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR

Fazer este trabalho significa dedicação a uma abordagem que coloca as pessoas primeiro. Quer se trate de clientes ou colaboradores, os seus objectivos e necessidades deverão estar em primeiro lugar. As empresas vão responder a esta procura com tecnologia, que irá tornar-se cada vez mais focada em ajudar as pessoas tornando-se mais humana. Mais do que nunca, a tecnologia é um agente de mudança - e agora pode capacitar as pessoas de forma interactiva e colaborativa, de acordo com os termos de cada indivíduo.

Quando as empresas realmente capacitam as pessoas, estão a contribuir para o crescimento tanto ao nível individual como ao nível social. Os líderes sempre se esforçaram para resolver grandes problemas. A era digital traz assim oportunidades para enfrentar desafios maiores do que nunca, combinando a força da organização com a paixão e a capacidade dos indivíduos. Ter tecnologia que trabalhe para e com as pessoas significa que as empresas podem capacitar o indivíduo e o grupo ao mesmo tempo.

TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS

Actualmente, todos os negócios são negócios digitais. As inovações tecnológicas futuras não estarão nas ferramentas em si, mas sim na adaptação destas ferramentas às pessoas.EADER

A Accenture Technology Vision este ano destaca cinco tendências tecnológicas emergentes que moldam este novo cenário. Embora cada tendência tenha início com a tecnologia, à medida que aprofundamos a nossa análise, entendemos que o tema "Tecnologia para as pessoas" estará presente em todas estas tendências. Os líderes de amanhã irão ser influenciados por estas tendências e executarão estratégias de modo a garantir uma clara vantagem digital.


• TENDÊNCIA 1

TENDÊNCIA 1 Al É A NOVA Ul

IA para além da forma como desempenhamos tarefas -faz parte de nós. A Inteligência Artificial (IA) está prestes a tornar-se no porta-voz digital das empresas - assumindo tarefas tecnológicas cada vez mais sofisticadas, deixando por isso, de ser apenas uma ferramenta interna para as empresas. Desde veículos autónomos que utilizam visão computacional a tradutores em tempo real com capacidade de autoaprendizagem, a IA está a tornar cada interacção mais simples e inteligente - e a estabelecer padrões elevados no funcionamento de interacções futuras. Para além de ser um factor diferenciador e o rosto digital das empresas - será também uma competência vital para investimentos e estratégias.


• TENDÊNCIA 2

ECOSSISTEMA COLECTIVO

Cadeias de valor multidimensional para o mundo digital. É cada vez mais comum as empresas integrarem as funcionalidades core de negócio com terceiros. Mas em vez de as tratarem como simples parcerias, os líderes com visão de futuro deverão aproveitar essas relações para marcar presença nos novos ecossistemas digitais - fundamental para desbloquear as próximas fases de crescimento estratégico. Estas relações permitem desenvolver cadeias de valor futuras que irão transformar os seus negócios, produtos e o próprio mercado.


• TENDÊNCIA 3

MERCADO DE TRABALHO

O nascimento da organização on-demand. O futuro do trabalho já chegou e os líderes digitais devem reinventar a sua . força de trabalho. Conduzido por plataformas de trabalho on-demand e soluções de gestão de trabalho online, os modelos hierárquicos estão a ser dissolvidos e substituídos por mercados de talento. O resultado são organizações on-demand, característica que será essencial para que as empresas se possam transformar em verdadeiros negócios digitais, conduzindo à mais profunda alteração económica desde a Revolução Industrial.


• TENDÊNCIA 4

PENSADO PARA OS CONSUMIDORES

Acompanhe com atenção os passos dos consumidores. E se a tecnologia se adaptasse a nós? A nova fronteira de experiências digitais é desenvolvida especificamente para o comportamento humano. Os líderes digitais reconhecem que a tecnologia reduz o intervalo de cooperação entre seres humanos e máquinas e que os comportamentos individuais do homem melhoram não só a qualidade da experiência, mas também a eficiência das soluções tecnológicas.


• TENDÊNCIA 5

O INEXPLORADO

Redefinir novas indústrias criando novas regras no mundo digital. Actualmente, os negócios não se limitam a criar novos produtos e serviços; estão a definir novas indústrias digitais. Desde padrões tecnológicos a normas éticas e governamentais, numa economia dirigida por ecossistemas digitais, uma coisa é clara: é necessário um novo conjunto de regras. Para cumprir as suas ambições digitais, as empresas deverão assumir um papel de liderança que ajude a definir as novas regras do mundo digital. As empregas que tiverem esta iniciativa irão encontrar-se no centro do novo ecossistema, enquanto que quem não acompanhar a mudança arrisca-se a ser deixado para trás.

(Executive Digest | 01/03/2017)