Este é o segundo estudo da Accenture sobre o tema – o primeiro foi divulgado em setembro de 2007 e comparou os mercados de bioetanol e biodiesel em 20 países. A pesquisa mostra que, mesmo com o crescimento dos biocombustíveis nos mercados emergentes, essa indústria não deve atingir uma escala global na velocidade anteriormente imaginada. Os resultados revelam que chegar a esse nível será mais difícil do que se pensava, como reflexo de desafios que englobam desde matéria-prima e produção até transporte e distribuição, embora os biocombustíveis possam representar de 10% a 15% do mix futuro de combustíveis entre os próximos 10 e 20 anos. A pesquisa identifica desafios em três áreas-chave que precisam ser superados.
Ambiental – O crescimento dos biocombustíveis depende do convencimento de consumidores e empresas acerca dos benefícios ambientais do produto. Adicionalmente, o debate entre alimentos e combustíveis pode diminuir a demanda, mas ela continuará a existir enquanto os governos gerenciarem seus problemas de sustentabilidade.
Distribuição – Integrar os biocombustíveis à cadeia de valor deste setor é um desafio seguido da necessidade de pensar questões delicadas como armazenagem, mistura e acomodação de diferentes gerações de biocombustíveis.
Investimento em infra-estrutura – Embora esteja claro que o desenvolvimento eficiente do mercado de biocombustíveis exija investimentos em infra-estrutura – para facilitar e oferecer suporte às operações e à comercialização em larga escala do produto –, é difícil justificar tal investimento inicial quando o retorno e o tamanho do mercado são incertos. O estudo também revela que as tecnologias de biocombustíveis de primeira geração, como o etanol produzido a partir de cana de açúcar, se unirão nos próximos anos às tecnologias de segunda geração, tais como etanol de celulose e as que utilizam resíduos das tecnologias de primeira geração. Além disso, novas soluções estão em desenvolvimento, como o butanol. Esses produtos de primeira e segunda geração serão utilizados simultaneamente durante alguns anos. Segundo a pesquisa, o mercado de biocombustíveis precisará se tornar tão global e eficiente quanto possível nos próximos 10 anos, antes que sejam disseminadas tecnologias concorrentes, como veículos híbridos ou alternativas que não envolvam agricultura – por exemplo, algas ou biotecnologia. Outro fator observado é que os biocombustíveis apontam para um mercado de combustíveis em que o transporte é mais diverso, caracterizado por novos produtos, participantes e um cenário competitivo diferente. Isso envolverá um movimento para afastar a gasolina e o diesel. Finalmente, ainda existirá uma gama mais ampla de produtos e fornecedores de combustíveis não-fósseis, seja de biocombustíveis ou novas tecnologias concorrentes. O conjunto fragmentado de regulamentações locais em todo o mundo ajuda na mudança da situação atual, de um mercado global de petróleo supereficiente, com essencialmente dois produtos, gasolina e diesel, para um mercado com conjuntos fragmentados de suprimentos e demanda de combustíveis, além de misturas variadas. Faça o download do estudo Biocombustíveis – Tempo de Transição (em inglês) [PDF, 2MB]. |